3.10 Normalização

 

A normalização permeia várias etapas do fluxo editorial, podendo inclusive evidenciar o cuidado, as boas práticas e a qualidade na gestão de procedimentos e processos editoriais. Para fins de avaliação e seleção, são considerados os seguintes tópicos e sua aplicação:

 

a) Identificação do periódico

O periódico deve apresentar de maneira clara e visível as seguintes informações:

  • Título conforme registrado no ISSN e, se houver, subtítulo;
  • ISSN da versão online e, se houver, ISSN da versão impressa;
  • Título anterior, se aplicável;
  • Nome da entidade responsável legalmente; 
  • Data de criação;
  • Cobertura temática;
  • Licença Creative Commons
  • Sumário com divisão do conteúdo em seções;
  • Sumário bilíngue.

 

b) Identificação do artigo

Cada artigo deve ser tratado como um objeto individual, contendo um conjunto mínimo de metadados para identificação:

  • Título no idioma original e em inglês;
  • Identificação do tipo de artigo;
  • Autores, ORCID e afiliação institucional;
    • Recomenda-se a adoção do Research Organization Registry (ROR) ou similar para a autoria institucional e normalização da afiliação institucional;
  • Resumo e palavras-chave no idioma original e em inglês:
    • Número de registro de ensaio clínico ou revisão sistemática, se aplicável;
  • Datas de recebimento e aprovação;
  • Licença Creative Commons com leitura por máquina e humanos;
  • Legenda bibliográfica no rodapé de todas as páginas (título abreviado, ISSN, ano, volume, [número], e-location [paginação]):
    • Nos artigos de periódicos exclusivamente digitais, incluir identificador de localização eletrônica (e-location) e não utilizar paginação tradicional;
  • Registro no DOI (Digital Object Identifier):
    • O DOI deve ser sempre publicado junto com o artigo, seja em PDF, HTML ou nos metadados descritivos;
    • Recomenda-se incluir o DOI em tabelas e gráficos;
  • “Como citar”;
  • Referências bibliográficas citadas;
  • Informações de conflito de interesse, financiamento e disponibilização de dados de pesquisa;
  • Funções dos autores (Taxonomia CredIT);
  • Editores responsáveis e revisores, no caso de revisão aberta.

 

Para garantir a padronização e a correta identificação dos artigos, recomenda-se a consulta às Práticas Recomendadas para Apresentação e Identificação de Periódicos Eletrônicos (PIE-J) da Organização Nacional de Padrões de Informação (NISO). Esse documento oferece diretrizes essenciais para a apresentação consistente de metadados, facilitando a visibilidade, a indexação e o acesso aos conteúdos eletrônicos.

c) Instruções aos autores

As informações a seguir devem ser apresentadas de forma clara, objetiva e visível:

  • Escopo e temas aceitos para submissão de manuscritos; 
  • Tipos e estrutura de documentos aceitos;
  • Processo de avaliação dos manuscritos recebidos;
  • Idiomas aceitos para publicação;
  • Norma bibliográfica adotada para citações e referências (recomenda-se o uso de padrões internacionalmente aceitos, sem adaptações);
  • Orientação para apresentação de tabelas, gráficos, quadros e figuras;
  • Orientação para elaboração de resumo estruturado (Introdução, Métodos, Resultados e Discussão, Conclusões);
  • Recomendação de uso dos descritores DeCS/MeSH (Descritores em Ciências da Saúde) para seleção de palavras-chave, seguidas das palavras chave importantes, em linguagem natural, sugeridas pelo autor;
  • Autoria:
    • Forma de apresentação do nome dos autores (nome completo, sem abreviaturas);
    • Afiliação institucional completa de todos os autores (instituição da maior para a menor, cidade, estado e país):
      • A identificação do grupo de afiliações deve vir logo abaixo dos nomes dos autores;
      • Quando diferentes autores têm diferentes afiliações, os nomes e as afiliações são relacionados entre si por marcadores, números ou símbolos que indicam a correspondência entre o autor e sua afiliação específica;
      • As unidades institucionais devem ser indicadas em ordem decrescente, como universidade, faculdade e departamento;
      • As afiliações não devem incluir titulações ou mini currículos dos autores. Estas informações devem ser publicadas separadamente das afiliações, como notas do autor;
      • Nomes das instituições e programas devem ser apresentados por extenso e no idioma original da instituição, conforme o ROR (Research Organization Registry).
    • Dados de contato do autor correspondente; 
    • Identificador digital persistente de cada autor (preferencialmente ORCID);
    • Especificar a responsabilidade do autor sobre o conteúdo, conforme as diretrizes e critérios de autoria do ICMJE;
    • Informar no final do texto as contribuições específicas de cada autor, utilizando a Taxonomia CRediT.
  • Diretrizes de boas práticas éticas para os artigos:
  • Requerimento de parecer de comitê de ética reconhecido para estudos de experimentação humana e animal;
  • Exigência de registro de ensaios clínicos nas plataformas ICTRP (International Clinical Trials Registry Platform/OMS), ReBEC (Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos) ou equivalentes, com número de registro indicado no final do resumo do artigo e em materiais e métodos; 
  • Exigência de registro prospectivo de revisões sistemáticas no PROSPERO (Registro Internacional Prospectivo de Revisões Sistemáticas), ou outras plataformas de registro prospectivo reconhecidas da área temática do periódico. O número de inscrição na base deve constar ao final do resumo do artigo e na área de material e métodos;
  • Indicação da fonte de financiamento e declaração formal de conflitos de interesse s;
  • Adoção de diretrizes e guias internacionais para apresentação de resultados de pesquisas conforme o tipo de estudo, recomendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e rede EQUATOR (Enhancing the QUAlity and Transparency Of Health Research):
    • CONSORT para ensaios clínicos randomizados;
    • STROBE para estudos observacionais;
    • STARD ou TRIPOD para estudos de diagnóstico/prognóstico;
    • PRISMA ou MOOSE para revisões sistemáticas e meta-análises;
    • PRISMA ScR para revisões de escopo;
    • SPIRIT ou PRISMA-P para protocolos de estudo;
    • CARE para relatos de caso;
    • AGREE ou RIGHT para diretrizes/protocolos de prática clínica;
    • COREQ ou SRQR para estudos qualitativos;
    • ARRIVE para estudos pré-clínicos com animais;
    • SQUIRE para estudos de melhoria de qualidade;
    • CHEERS para avaliações econômicas.
  • Conformidade com as boas práticas de Ciência Aberta:
    • Critérios para aceitação de manuscritos previamente depositados servidores de preprints com DOI e nome do servidor;
    • Diretrizes sobre Gestão de Dados de Pesquisa (identificação, referenciamento e disponibilização dos dados utilizados e gerados pela pesquisa, incluindo códigos e materiais complementares para avaliação, reuso e reprodutibilidade, com identificador persistente (ex: DOI) e nome do servidor);
  • Orientação sobre cessão de direitos autorais, responsabilidade dos autores e  orientação sobre período de embargo;;
  • Informar valores das taxas de publicação e opções de isenção, quando aplicável. 

LILACS recomenda que as Instruções aos Autores sejam revisadas e atualizadas ao menos uma vez por ano, sempre informando a data da última atualização.

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