A normalização permeia várias etapas do fluxo editorial, podendo inclusive evidenciar o cuidado, as boas práticas e a qualidade na gestão de procedimentos e processos editoriais. Para fins de avaliação e seleção, são considerados os seguintes tópicos e sua aplicação:
a) Identificação do periódico
O periódico deve apresentar de maneira clara e visível as seguintes informações:
- Título conforme registrado no ISSN e, se houver, subtítulo;
- ISSN da versão online e, se houver, ISSN da versão impressa;
- Título anterior, se aplicável;
- Nome da entidade responsável legalmente;
- Data de criação;
- Cobertura temática;
- Licença Creative Commons;
- Sumário com divisão do conteúdo em seções;
- Sumário bilíngue.
b) Identificação do artigo
Cada artigo deve ser tratado como um objeto individual, contendo um conjunto mínimo de metadados para identificação:
- Título no idioma original e em inglês;
- Identificação do tipo de artigo;
- Autores, ORCID e afiliação institucional;
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- Recomenda-se a adoção do Research Organization Registry (ROR) ou similar para a autoria institucional e normalização da afiliação institucional;
- Resumo e palavras-chave no idioma original e em inglês:
- Número de registro de ensaio clínico ou revisão sistemática, se aplicável;
- Datas de recebimento e aprovação;
- Licença Creative Commons com leitura por máquina e humanos;
- Legenda bibliográfica no rodapé de todas as páginas (título abreviado, ISSN, ano, volume, [número], e-location [paginação]):
- Nos artigos de periódicos exclusivamente digitais, incluir identificador de localização eletrônica (e-location) e não utilizar paginação tradicional;
- Registro no DOI (Digital Object Identifier):
- O DOI deve ser sempre publicado junto com o artigo, seja em PDF, HTML ou nos metadados descritivos;
- Recomenda-se incluir o DOI em tabelas e gráficos;
- “Como citar”;
- Referências bibliográficas citadas;
- Informações de conflito de interesse, financiamento e disponibilização de dados de pesquisa;
- Funções dos autores (Taxonomia CredIT);
- Editores responsáveis e revisores, no caso de revisão aberta.
Para garantir a padronização e a correta identificação dos artigos, recomenda-se a consulta às Práticas Recomendadas para Apresentação e Identificação de Periódicos Eletrônicos (PIE-J) da Organização Nacional de Padrões de Informação (NISO). Esse documento oferece diretrizes essenciais para a apresentação consistente de metadados, facilitando a visibilidade, a indexação e o acesso aos conteúdos eletrônicos.
c) Instruções aos autores
As informações a seguir devem ser apresentadas de forma clara, objetiva e visível:
- Escopo e temas aceitos para submissão de manuscritos;
- Tipos e estrutura de documentos aceitos;
- Processo de avaliação dos manuscritos recebidos;
- Idiomas aceitos para publicação;
- Norma bibliográfica adotada para citações e referências (recomenda-se o uso de padrões internacionalmente aceitos, sem adaptações);
- Orientação para apresentação de tabelas, gráficos, quadros e figuras;
- Orientação para elaboração de resumo estruturado (Introdução, Métodos, Resultados e Discussão, Conclusões);
- Recomendação de uso dos descritores DeCS/MeSH (Descritores em Ciências da Saúde) para seleção de palavras-chave, seguidas das palavras chave importantes, em linguagem natural, sugeridas pelo autor;
- Autoria:
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- Forma de apresentação do nome dos autores (nome completo, sem abreviaturas);
- Afiliação institucional completa de todos os autores (instituição da maior para a menor, cidade, estado e país):
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- A identificação do grupo de afiliações deve vir logo abaixo dos nomes dos autores;
- Quando diferentes autores têm diferentes afiliações, os nomes e as afiliações são relacionados entre si por marcadores, números ou símbolos que indicam a correspondência entre o autor e sua afiliação específica;
- As unidades institucionais devem ser indicadas em ordem decrescente, como universidade, faculdade e departamento;
- As afiliações não devem incluir titulações ou mini currículos dos autores. Estas informações devem ser publicadas separadamente das afiliações, como notas do autor;
- Nomes das instituições e programas devem ser apresentados por extenso e no idioma original da instituição, conforme o ROR (Research Organization Registry).
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- Dados de contato do autor correspondente;
- Identificador digital persistente de cada autor (preferencialmente ORCID);
- Especificar a responsabilidade do autor sobre o conteúdo, conforme as diretrizes e critérios de autoria do ICMJE;
- Informar no final do texto as contribuições específicas de cada autor, utilizando a Taxonomia CRediT.
- Diretrizes de boas práticas éticas para os artigos:
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- Comitê de Ética na Publicação (COPE):
- Princípios de Transparência e Melhores Práticas em Publicação Acadêmica (declaração conjunta do COPE, DOAJ, WAME e OASPA)
- Declaração de Singapura sobre integridade em pesquisa;
- Princípios de Hong Kong para avaliação de pesquisadores;
- Comitê Internacional de Editores de Revistas Médicas (ICMJE):
- Diretrizes do Conselho de Editores Científicos (CSE) para Promover Integridade em Publicações de Periódicos Científicos;
- Escrevendo seu trabalho de pesquisa: dicas dos editores da EASE (The European Association of Science Editors);
- Diretrizes sobre Equidade de Sexo e Gênero em Pesquisa (SAGER);
- Diretrizes para Promoção da Transparência e Abertura nas Políticas e Práticas de Periódicos (TOP);
- Ferramenta para Editores de periódicos e Editoras: construir diversidade, equidade, inclusão e acessibilidade nas funções editoriais e na revisão por pares (C4DISC).
- Comitê de Ética na Publicação (COPE):
- Requerimento de parecer de comitê de ética reconhecido para estudos de experimentação humana e animal;
- Exigência de registro de ensaios clínicos nas plataformas ICTRP (International Clinical Trials Registry Platform/OMS), ReBEC (Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos) ou equivalentes, com número de registro indicado no final do resumo do artigo e em materiais e métodos;
- Exigência de registro prospectivo de revisões sistemáticas no PROSPERO (Registro Internacional Prospectivo de Revisões Sistemáticas), ou outras plataformas de registro prospectivo reconhecidas da área temática do periódico. O número de inscrição na base deve constar ao final do resumo do artigo e na área de material e métodos;
- Indicação da fonte de financiamento e declaração formal de conflitos de interesse s;
- Adoção de diretrizes e guias internacionais para apresentação de resultados de pesquisas conforme o tipo de estudo, recomendadas pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e rede EQUATOR (Enhancing the QUAlity and Transparency Of Health Research):
- CONSORT para ensaios clínicos randomizados;
- STROBE para estudos observacionais;
- STARD ou TRIPOD para estudos de diagnóstico/prognóstico;
- PRISMA ou MOOSE para revisões sistemáticas e meta-análises;
- PRISMA ScR para revisões de escopo;
- SPIRIT ou PRISMA-P para protocolos de estudo;
- CARE para relatos de caso;
- AGREE ou RIGHT para diretrizes/protocolos de prática clínica;
- COREQ ou SRQR para estudos qualitativos;
- ARRIVE para estudos pré-clínicos com animais;
- SQUIRE para estudos de melhoria de qualidade;
- CHEERS para avaliações econômicas.
- Conformidade com as boas práticas de Ciência Aberta:
- Critérios para aceitação de manuscritos previamente depositados servidores de preprints com DOI e nome do servidor;
- Diretrizes sobre Gestão de Dados de Pesquisa (identificação, referenciamento e disponibilização dos dados utilizados e gerados pela pesquisa, incluindo códigos e materiais complementares para avaliação, reuso e reprodutibilidade, com identificador persistente (ex: DOI) e nome do servidor);
- Orientação sobre cessão de direitos autorais, responsabilidade dos autores e orientação sobre período de embargo;;
- Informar valores das taxas de publicação e opções de isenção, quando aplicável.
LILACS recomenda que as Instruções aos Autores sejam revisadas e atualizadas ao menos uma vez por ano, sempre informando a data da última atualização.