Notas técnicas

13  Notas Técnicas Atualizados os descritores

TN. 1 ABSORÇÃO (Descritor Secundário)
TN. 3 ANIMAIS: miscelânea
TN. 4 ANTINEOPLÁSICOS
TN. 5 Poliquimioterapia antineoplásica
TN. 6 TERAPIA COMBINADA
TN. 11 Doença arterial obliterativa e ARTERIOSCLEROSE
TN. 24 SANGUE (A12, A15)
TN. 25 ANÁLISE QUÍMICA DO SANGUE (E1, E5))
TN. 27 HEMOGRAMA
TN. 29 QUÍMICA ENCEFÁLICA (G2, G3)
TN. 35 CÉLULAS CULTIVADAS (A11)
TN. 37 QUÍMICA (H)
TN. 49 DEPRESSÃO QUÍMICA; ESTIMULAÇÃO QUÍMICA (G7)
TN. 50 DIETA (G7) e ANIMAIS
TN. 55 INGESTÃO DE LÍQUIDOS (G10) e COMPORTAMENTO DE INGESTÃO DE LÍQUIDO (F1)
TN. 63 INGESTÃO DE ALIMENTOS (G10) e COMPORTAMENTO ALIMENTAR (F1)
TN. 66 Embrião e /embriologia
TN. 75 EXTREMIDADES de animais
TN. 79 Síndromes de Fanconi
TN. 80 JEJUM e INANIÇÃO
TN. 86 SEGUIMENTOS
TN. 87 FRATURAS ÓSSEAS/terapia, FRATURAS ÓSSEAS/cirurgia e FIXAÇÃO DE FRATURA
TN. 95 CRESCIMENTO (G7) versus /crescimento & desenvolvimento
TN. 96 TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS (C26) e Lesões do crânio
TN. 97 INQUÉRITOS EPIDEMIOLÓGICOS e outros levantamentos
TN. 98 AUDIÇÃO e PERCEPÇÃO AUDITIVA
TN. 99 FREQUÊNCIA CARDÍACA (G9) versus BRADICARDIA e TAQUICARDIA (C14)
TN. 109 CATEGORIA C16 e DOENÇAS DO RECÉM NASCIDO
TN. 111 INSETOS (B1) e INSETICIDAS (D27)
TN. 112 COOPERAÇÃO INTERNACIONAL (I1)
TN. 115 Lesões da arcada ósseo dentária
TN. 117 Articulações de animais
TN. 121 LITERATURA (K)
TN. 124 Materiais: cirúrgicos, protéticos, ortopédicos, etc.
TN. 126 MITOCÔNDRIAS (A11)
TN. 128 MODELOS TEÓRICOS (H)
TN. 129 PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO (F2) e CINESTESIA (F2, G11)
TN. 130 MOVIMENTO (G7, G11)
TN. 133 INTOXICAÇÃO ALIMENTAR POR COGUMELOS (C25)
TN. 135 NEOPLASIAS (C4)
TN. 136 NEOPLASIAS EM ANIMAIS
TN. 143 MEDICINA OSTEOPÁTICA (H2)
TN. 145 Qualificadores de OXIGÊNIO
TN. 146 ANIMAIS DOMÉSTICOS
TN. 148 PLANTAS e PLANTAS MEDICINAIS (B1)
TN. 151 Complicações por PNEUMOCONIOSE
TN. 154 RETRATOS COMO ASSUNTO (K)
TN. 158 RAIOS X (G)
TN. 160 RECEPTORES DE DROGA (D12) e CÉLULAS QUIMIORRECEPTORES (A8)
TN. 163 PROGRAMAS MÉDICOS REGIONAIS (N3)
TN. 166 DESCANSO (I3) e REPOUSO EM CAMA (E2)
TN. 167 RETINOPATIA DA PREMATURIDADE (C11, C16)
TN. 169 SALIVA (A12), SALIVAÇÃO (G), GLÂNDULAS SALIVARES (A10, A14)
TN. 172 Silicone
TN. 173 ESQUELETO (A2)
TN. 174 SOCIEDADES
TN. 176 ESPECIFICIDADE DA ESPÉCIE (G16)
TN. 178 Doenças supurativas
TN. 179 COMPLICAÇÕES INTRAOPERATÓRIAS
TN. 180 SOBREVIDA / SOBREVIVÊNCIA (SAÚDE PÚBLICA) (I3)
TN. 181 SUOR (A12), SUDORESE (G), GLÂNDULAS SUDORÍPARAS (A10)
TN. 183 TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDO
TN. 186 Transfusão
TN. 187 Tripanossomíase experimental
TN. 188 TRIPANOSSOMOSE AFRICANA (C3)
TN. 189 DERIVAÇÃO URINÁRIA (E4)
TN. 190 URINA /microbiologia versus BACTERIÚRIA (C1, C12, C13)
TN. 192 PESOS E MEDIDAS (H)
TN. 193 /veterinária com descritores da Categoria C22
TN. 194 DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS (C18)
TN. 195 /ultraestrutura e MICROSCOPIA ELETRÔNICA
TN. 196 GENÉTICA MICROBIANA (H1)
TN. 198 IRRADIAÇÃO CORPORAL TOTAL (E5)
TN. 199 ZOONOSES (C1, C22)
TN. 201 BACTÉRIAS
TN. 209 Microorganismos e doença
TN. 214 ESTADIAMENTO DE NEOPLASIAS (E1)
TN. 222 Deficiências enzimáticas
TN. 223 SÍNDROMES DE IMUNODEFICIÊNCIA (C20)
TN. 224 IMUNOGLOBULINAS versus GAMA-GLOBULINAS (D12)
TN. 225 Deficiências de imunoglobulinas
TN. 226 Gamopatias (gamapatias)
TN. 228 Fatores plaquetários e suas deficiências
TN. 230 ANTÍGENOS DE GRUPOS SANGUÍNEOS
TN. 238 Descritores de articulação
TN. 241 SERPENTES e VENENOS DE SERPENTES
TN. 242 Descritores de IMUNIDADE
TN. 243 TRANSPLANTE (E4)
TN. 244 LECTINAS DE PLANTAS(D12)
TN. 245 FILATELIA e NUMISMÁTICA
TN. H Nomes de Santos no campo de Indivíduo como Tema
TN. J Indexação de Plantas Chinesas
TN. L REVISÃO [TIPO DE PUBLICAÇÃO] e LITERATURA DE REVISÃO COMO ASSUNTO

13.1       TN.1 ABSORÇÃO (Descritor Secundário)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Quase metade dos termos DeCS são substâncias químicas e drogas e com eles é usado o qualificador /metabolismo.

Na esfera da farmacologia, o destino das drogas relaciona-se à sua absorção, distribuição, metabolismo (no sentido restrito), biotransformação e excreção. A extensão e taxa da absorção são importantes para a farmacocinética.

Por esta razão os indexadores devem indexar documentos sobre absorção de substâncias químicas e drogas rotineiramente sob o descritor da substância química com o qualificador apropriado como principal e ABSORÇÃO como secundário.

Não é correto assumir que /metabolismo é obviamente “absorção” e então o descritor secundário como coordenação não é necessário. Quando um documento ou discussão se centraliza na “absorção”, ABSORÇÃO deve aparecer como descritor secundário.

Dois processos de absorção farmacologicamente importantes são refletidos em descritores mais específicos de ABSORÇÃO no DeCS: ABSORÇÃO INTESTINAL e ABSORÇÃO CUTÂNEA que serão geralmente primários.

13.2       TN.3 ANIMAIS: miscelânea

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Ver as seções 5.25.68.3.51, 8.3.528.3.538.3.548.3.558.4.32 a 8.4.37 e 9.9.76 sobre indexação de documentos de veterinária, doenças veterinárias e neoplasias veterinárias.

A política de indexação pode ser resumida com este exemplo padrão mostrando a demanda mínima por estas regras:

Doença gastrointestinal dos ovinos e cães.

GASTROENTEROPATIAS /vet *

DOENÇAS DO CÃO *

DOENÇAS DOS OVINOS *

OVINOS

ANIMAIS (Pré-codificado)

CÃES (Pré-codificado)

Não colocar em maiúsculas os nomes das raças dos animais (especialmente nomes comuns de cães) a menos que o nome contenha um nome próprio ou adjetivo, e aí deve ser colocado em maiúscula somente este.

Dobernan pinscher – não Pinscher

German shepherd – não Shepherd

Bedlington terrier – não Terrier

Chesapeake Bay retriever – não Retriever

cocker spaniel – não Cocker Spaniel

basset hound – não Basset Hound

Mas:

Great Dane

Se houver dúvida, verificar a 2a edição do Webster’s (não a 3a, uma vez que esta edição utilizou colocar em maiúsculas a palavra de entrada).

Especificar o sexo do animal: égua exige FEMININO; ovelha, FEMININO; porca, FEMININO; touro, MASCULINO, carneiro, MASCULINO; galo, MASCULINO.

Um documento sobre MASTITE BOVINA deve receber os pré-codificados ANIMAIS, BOVINOS e FEMININO.

ENTEROTOXEMIA e PLEUROPNEUMONIA CONTAGIOSA são exclusivamente doenças animais e indexar estas doenças com HUMANOS para “enterite tóxica” e “doenças infecciosas” é errado. LORDOSE EQUINA, uma doença dos ovinos, é errada para uma pessoa com esta postura espinhal peculiar.

Todas as doenças animais pertencentes à categoria C22 foram originalmente anotadas com a informação “não usar /vet”. Pensava-se que isto era suficiente como um alerta, juntamente com o número da categoria diretamente sob o descritor no DeCS. Em 1982, em todas as doenças animais, como ENTEROTOXEMIA, que poderiam compreensivelmente ser esquecidas por um indexador não-cuidadoso, foi anotada adicionalmente a informação “somente animal” ou “geralmente animal”. O indexador deve sempre conferir o texto e a categoria do DeCS atribuída.

COLUMBIDAE (descritor autorizado para POMBOS) está sob a hierarquia de AVES, não AVES DOMÉSTICAS, assim, doença dos pombos é indexada sob COLUMBIDAE , o pré-codificado ANIMAIS e mais o descritor DOENÇAS DAS AVES, e não DOENÇAS DAS AVES DOMÉSTICAS.

Codorna japonesa está no DeCS como “codorna japonesa” que é uma remissiva de COTURNIX.

Elãs são indexados sob ANTÍLOPES e não ARTIODÁCTILOS, bem como os “wildebeests”.

Muitos anos atrás as anotações eram criadas para listar animais específicos sob os descritores de grupos de animais maiores. Uma lista de animais é dada sob estes descritores da categoria B2 do DeCS:

ANTÍLOPES

ARTIODÁCTILOS

BOVINOS

CERVOS

INSETÍVOROS

PERISSODÁCTILOS

ROEDORES

O DeCS especificou alguns nomes comuns de HAMSTERS como remissivas e dois gêneros científicos para cobrí-los:

Hamster Armênio ver CRICETULUS

Hamster Chinês ver CRICETULUS

Hamster Dourado ver MESOCRICETUS

Hamster Dourado da Síria ver MESOCRICETUS

Hamster Cinza ver CRICETULUS

Hamster Siberiano ver PHODOPUS

Hamster Sírio ver MESOCRICETUS

13.3       TN.4 ANTINEOPLÁSICOS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

ANTINEOPLÁSICOS é um descritor bastante usado. Da mesma forma que descritores de grupos de ação, este descritor inclui drogas antineoplásicas em geral ou inespecíficas, usadas como descritor primário, com os agentes antineoplásicos específicos como descritores secundários. Inclui, também, drogas antineopláscias específicas para as quais não há descritor específico.

Em adição a ANTINEOPLÁSICOS, o termo mais geral, há descritores específicos:

ANTINEOPLÁSICOS são substâncias que inibem ou impedem a proliferação de NEOPLASIAS. Quando um agente antineoplásico é sintetizado por uma bactéria ou fungo, usar ANTIBIÓTICOS ANTINEOPLÁSICOS. O documento geralmente falará sobre a natureza do “antibiótico” e o grupo de ação ou antibiótico antineoplásico específico será mostrado como sendo de origem bacteriana.

ANTINEOPLÁSICOS FITOGÊNICOS são substâncias obtidas de plantas superiores, que têm atividade citostática ou antineoplásica demonstráveIS. Como descrito em ANTIBIÓTICOS ANTINEOPLÁSICOS, a planta-fonte será geralmente determinável no texto.

ANTIMETABÓLITOS ANTINEOPLÁSICOS são substâncias que, devido à sua semelhança estrutural a substâncias fisiológicas normais, combinam com elas, e, assim, inibem as substâncias requeridas para o funcionamento normal. Um número dessas substâncias tem sido encontrado como sendo agentes antineoplásicos efetivos. São, geralmente, baseados nas purinas ou pirimidinas ou aminoácidos ou folatos. Novamente, a tendência a ser antimetabólito aparecerá no texto.

Para que ANTINEOPLÁSICOS esteja claro e fidedigno para com os usuários, e para que a indexação seja o mais específica possível, é necessário que seja analisado se o conceito de antibiótico, botânica ou atividade metabólica é discernível e aplicável. No caso de não ser claro, usar ANTINEOPLÁSICOS.

13.4       TN.5 Poliquimioterapia antineoplásica

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Seguir estas orientações para a indexação de drogas antineoplásicas múltiplas. Uma vez que o ponto da poliquimioterapia antineoplásica é o uso de agentes combinados, o descritor PROTOCOLOS DE QUIMIOTERAPIA COMBINADA ANTINEOPLÁSICA será primário e as drogas específicas serão primárias ou secundárias.

doença /trat farm *
PROTOCOLOS DE QUIMIOTERAPIA COMBINADA ANTINEOPLÁSICA /admin *

droga específica A /admin
droga específica B /admin
droga específica C /admin

13.5       TN.6 TERAPIA COMBINADA

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Antigamente a terapia primária era indexada como descritor primário e a terapia adjuvante como descritor secundário. Muitas vezes o elemento tempo ajudava o indexador a optar pelo descritor primário quando a sequência não era expressa: a terapia realizada primeiro no paciente ficava como descritor primário e a(s) seguinte(s) como descritor(es) secundário(s). Se o tempo era irrelevante para o tratamento, o documento era indexado com a doença acompanhada do qualificador /terap como descritor primário e, muitas vezes, do qualificador de tratamento específico como secundário.

Com a introdução do descritor TERAPIA COMBINADA este deve ser acrescentado como descritor secundário como outro parâmetro de pesquisa.

Independente da decisão de indexar como descritor primário uma modalidade e não outra, indexar técnicas terapêuticas específicas como descritores primários.

Radioquimioterapia simultânea no câncer de mama.

NEOPLASIAS DA MAMA /terap * /trat farm /radioter

TERAPIA COMBINADA

Terapia combinada para carcinoma de células escamosas do esôfago.
(O documento discute profundamente as terapias secundárias também)

NEOPLASIAS ESOFÁGICAS /terap * /cirurg /radioter /trat farm

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS /terap * /radioter /trat farm

TERAPIA COMBINADA

Terapia combinada para carcinoma de células escamosas do esôfago.
(O documento discute superficialmente as terapias específicas)

NEOPLASIAS ESOFÁGICAS /terap *

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS /terap *

TERAPIA COMBINADA

Criocirurgia e radioterapia adjuvante do melanoma.

MELANOMA /cirurg * /radioter

CRIOCIRURGIA *

TERAPIA COMBINADA

O papel da irradiação na terapia multimodal combinada de carcinoma de células pequenas do pulmão.

NEOPLASIAS PULMONARES /radioter * /trat farm

CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS /radioter *

TERAPIA COMBINADA

Avaliando terapia de radiação pré-operatória no câncer.

NEOPLASIAS /radioter * /cirurg

TERAPIA COMBINADA

Quimioterapia e imunoterapia adjuvantes em melanoma cutâneo.

NEOPLASIAS CUTÂNEAS /terap * /trat farm

MELANOMA /terap * /trat farm

VACINA BCG /uso terap *

DACARBAZINA /uso terap *

TERAPIA COMBINADA

13.6       TN.11 Doença arterial obliterativa e ARTERIOSCLEROSE

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

“Doença arterial obliterativa” é uma expressão encontrada frequentemente em indexação. Deve ser indexado como ARTERIOPATIAS OCLUSIVAS.

Deve-se verificar o documento para o qual quer-se indexar “doença arterial obliterativa”, pois muitas vezes trata-se de ARTERIOSCLEROSE ou ARTERIOSCLEROSE OBLITERANTE

Não deve-se equiparar “doença arterial obliterativa” com ARTERIOSCLEROSE OBLITERATE ou com TROMBOANGIITE OBLITERANTE. São entidades clínicas distintas e devem ser indexadas somente quando discutidas nestes termos pelo autor. Ambos estão hierarquizados sob ARTERIOPATIAS OCLUSIVAS.

13.7       TN.24 SANGUE (A12, A15)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

SANGUE é pouco usado como descritor primário, mas, quando usado, deve-se coordená-lo somente com os qualificadores permitidos pela anotação no DeCS: /ef farm, /diag imagem, /imunol, /metab, /microbiol, /parasitol, /virol e /ef rad. SANGUE /anal deve ser indexado como ANÁLISE QUÍMICA DO SANGUE, SANGUE /citol deve ser indexado como CÉLULAS SANGUÍNEAS e SANGUE /enzimol deve ser indexado como ENZIMAS /sangue, ou melhor, a enzima específica ou a classe de enzimas com o qualificador /sangue é preferível.

O qualificador /sangue será usado frequentemente. O descritor SANGUE deve ser usado para expressar aquilo que faltou após a análise completa do documento por parte do indexador, ou o que faltou quando o sangue foi considerado como um órgão por si só, agindo como um órgão. Por exemplo, “Uso para o sangue de cadáver” é um documento sobre SANGUE. “Atividade inseticida do sangue” também. Mas documentos deste tipo não são comuns.

Notar que existe o descritor SANGUE OCULTO.

13.8       TN.25 ANÁLISE QUÍMICA DO SANGUE (E1, E5)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

ANÁLISE QUÍMICA DO SANGUE quase nunca é descritor primário. De fato, com o qualificador /sangue disponível para descritores da Cetegoria D, raramente ele deve ser usado. ANÁLISE QUÍMICA DO SANGUE deve ser usado somente para documentos gerais.

O qualificador /sangue é usado para cobrir a presença de uma substância química ou droga no sangue. Um documento sobre níveis de penicilina no sangue é indexado sob PENICILINAS /sangue. O descritor ANÁLISE QUÍMICA DO SANGUE, como secundário, também não deve ser usado, a menos que o autor discuta especificamente algo incomum ou novo na determinação dos níveis sanguíneos. Um documento cobrindo os níveis sanguíneos de vários eletrólitos ou outras substâncias no sangue é provavelmente indexado como ELETRÓLITOS /sangue ou SÓDIO /sangue ou outro eletrólito específico ou outras substâncias com o qualificador /sangue, mas não ANÁLISE QUÍMICA DO SANGUE.

13.9       TN.27 HEMOGRAMA

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Este termo é muitas vezes encontrado na literatura. A análise do documento quase sempre revela dados que levam o indexador ao descritor CONTAGEM DE CÉLULAS SANGUÍNEAS ou à contagem de células específicas do sangue. Se o autor especificar algum outro aspecto do hemograma, deve ser indexado este aspecto ao invés de CONTAGEM DE CÉLULAS SANGUÍNEAS. Geralmente hemograma refere-se mais ao componente celular do que à química do sangue.

13.10   TN.29 QUÍMICA ENCEFÁLICA (G2, G3)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

CÉREBRO /metab e QUÍMICA ENCEFÁLICA são termos semelhantes e devem ser indexados distintamente. O critério para diferenciação entre os dois termos é simples: a presença ou determinação de uma substância no cérebro sem uma discussão sobre a interrupção ou conversão de uma substância é QUÍMICA CEREBRAL.

Se o tecido cerebral estiver metabolizando a substância ou se a substância estiver sendo metabolizada no tecido cerebral, CÉREBRO /metab é o descritor apropriado.

13.11   TN.35 CÉLULAS CULTIVADAS (A11)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O DeCS possui uma série de descritores de cultura de tecidos: TÉCNICAS DE CULTURA DE ÓRGÃOS, TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDOS e CÉLULAS CULTIVADAS. Infelizmente, a localização dos dois primeiros na Categoria E e do último na Categoria A leva o indexador a pensar que eles devem ser usados e indexados diferentemente. Porém, isto não é o correto.

Não deve-se pensar que CÉLULAS CULTIVADAS é considerado um termo exclusivamente anatômico. Deve-se pensar neste descritor como meramente um membro citológico da tríade anatomia (TÉCNICAS DE CULTURA DE ÓRGÃOS) – histologia (TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDOS) – citologia (CÉLULAS CULTIVADAS).

Não deve-se, também, converter toda cultura de órgão, cultura de tecido ou cultura de células em CÉLULAS CULTIVADAS simplesmente para poder usar os qualificadores disponíveis.

Quando CÉLULAS CULTIVADAS for descritor primário, os qualificadores pertinentes são permitidos. A maior parte das vezes, porém, CÉLULAS CULTIVADAS será usado como um descritor secundário.

Não deve-se tentar manipular este descritor para coincidir com as próprias idéias do indexador. É possível fazer uma cultura do baço inteiro, por exemplo, do tecido do baço ou das células do baço. Da mesma maneira, do fígado, músculo, etc. Não deve haver dúvida. Porém, se houver, deve-se seguir a terminologia do autor.

(Ver Nota Técnica relacionada TN.183)

13.12   TN.37 QUÍMICA (H)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Este descritor é usado como uma especialidade e como um parâmetro de pesquisa significando “química ou estrutura química”.

Indexar QUÍMICA, quando se referir a uma especialidade, como descritor primário, como em “A relação da biologia com a física e química” e “Treinamento de patologistas químicos”.

Os exemplos seguintes ilustram a indexação de QUÍMICA como um parâmetro de pesquisa como descritor secundário e a indexação de substâncias químicas com a correta coordenação.

A análise química dos indóis.
(se for sobre a estrutura dos indóis)

INDÓIS *

QUÍMICA

A análise química dos indóis.
(se for sobre a determinação dos indóis em um tecido, fluido corporal, etc)

INDÓIS /anal *

A determinação química de indóis no ácido indoleacético.

INDÓIS /anal *

ÁCIDOS INDOLACÉTICOS *

QUÍMICA

Os indexadores devem ter cuidado também ao distinguir entre outros descritores de química, como segue:

MODELOS QUÍMICOS é a discussão teórica sobre a natureza química conhecida ou teorizada de uma substância (sua estrutura, propriedades físicas, posição, configuração, etc.). É meramente uma pré-coordenação útil de QUÍMICA + MODELOS TEÓRICOS.

MODELOS ESTRUTURAIS nunca deve ser indexado para modelos químicos. O descritor provável é MODELOS MOLECULARES e o documento provavelmente mostrará um desenho ou fotografia da representação em duas ou três dimensões.

QUÍMICA ANALÍTICA é um descritor de especialidade e deve ser usado para documentos como “Calibração de marcadores de alto volume”, “Limpeza de vidros contaminados com mercúrio” e “Fontes de erro esperadas”. Todos seriam indexados corretamente sob QUÍMICA ANALÍTICA.

Uma vez que este descritor nunca será usado como um substituto para /anal com nomes específicos de drogas e substâncias químicas, “Espectrometria de massa de isoquinolinas alcalóides” será erroneamente indexado sob QUÍMICA ANALÍTICA.

QUÍMICA ORGÂNICA, QUÍMICA CLÍNICA e BIOQUÍMICA, como QUÍMICA ANALÍTICA, são usados como descritores de especialidades e não foram designados como parâmetros de pesquisa para drogas específicas e substâncias químicas. A grande especificidade do DeCS nesta área de substâncias químicas é melhor servida por qualificadores combinados com técnicas específicas do que por estes descritores gerais de especialidades.

13.13   TN.49 DEPRESSÃO QUÍMICA; ESTIMULAÇÃO QUÍMICA (G7)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O DeCS define DEPRESSÃO QUÍMICA como um “estado de diminuição na atividade medida de um sistema biológico ou função induzida por uma substância química introduzida em um sistema”. ESTIMULAÇÃO QUÍMICA é definida como um “estado de aumento na atividade medida…”. O descritor pode ser usado para a estimulação ou depressão de atividades fisiológicas ou metabólicas em humanos, animais ou microorganismos.

Como coordenação DEPRESSÃO QUÍMICA e ESTIMULAÇÃO QUÍMICA nunca serão descritores primários. Embora sejam farmacologicamente significantes e igualmente importantes como parâmetros de pesquisa, ainda não cumprem o propósito de fazer ambos como descritores primários. Um documento entitulado “O efeito depressivo da reserpina sobre a hematopoiese” é indexado sob RESERPINA /farmacologia (descritor primário), HEMATOPOESE /ef farm (descritor primário) e DEPRESSÃO, QUÍMICA (descritor secundário). Um documento entitulado “Aumento da contração muscular depois da administração de cafeína” é indexado sob CONTRAÇÃO MUSCULAR /ef farm (descritor primário), CAFEÍNA /farmacologia (descritor primário) e ESTIMULAÇÃO QUÍMICA (descritor secundário).

Nos dois títulos ilustrados no parágrafo acima, a depressão e a estimulação são, respectivamente, o ponto principal dos documentos. Notar que estes conceitos não devem ser indexados rotineiramente em cada documento sobre o efeito de todas as drogas ou substâncias químicas. Quase todos os documentos sobre farmacologia em algum ponto discute um ou outro efeito. O termo perde sua utilidade se indexado toda vez que depressão ou estimulação for mencionado como ponto secundário.

Não indexar DEPRESSÃO QUÍMICA e ESTIMULAÇÃO QUÍMICA para o mesmo documento. Quando uma função é estimulada por uma substância química e a mesma ou outra função é desestimulada por outra substância química, deve-se omitir as duas. Deve-se omitir, também, o descritor quando uma substância química estimula um órgão ou processo, mas desestimula outro órgão ou processo no mesmo organismo.

13.14   TN.50 DIETA (G7) e ANIMAIS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Para documentos sobre a dieta de animais, como aqueles onde o tipo de informação dada pelo autor é semelhante a “… no rato sobre várias dietas…” é completamente correto indexar como DIETA. Aqui, a ênfase na pesquisa será indiscutivelmente o conceito geral sobre o que, quando ou como o animal come e como isto afeta a condição experimental.

CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO ANIMAL será usado com animais da mesma maneira que CIÊNCIAS DA NUTRIÇÃO é usado para seres humanos.

RAÇÃO ANIMAL será usado, geralmente, com referência aos aspectos veterinários ou agriculturais da alimentação de animais. A ênfase é, geralmente, sobre a composição da comida. Não esquecer que SILAGEM também está disponível.

13.15   TN.55 INGESTÃO DE LÍQUIDOS (G10) e COMPORTAMENTO DE INGESTÃO DE LÍQUIDO (F1)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A definição do DeCS para COMPORTAMENTO DE INGESTÃO DE LÍQUIDO é “Comportamentos associados à ingestäo de água e de outros líquidos”. Inclui padröes rítmicos de ingestäo de líquidos (intervalos de tempo – início e duraçäo), frequência e saciedade.

Documentos sobre “ingestão de líquidos” devem ser avaliados para definir-se se a ênfase é sobre o comportamento associado à ingestão do líquido ou se a ênfase é sobre o mero ato de ingerir o líquido.

Muitas vezes será difícil para o indexador distinguir entre os dois aspectos. Possivelmente o aspecto comportamental será dominante em documentos sobre psicologia e a ingestão pura será enfatizada em documentos sobre fisiologia. Esta é uma distinção artificial que nem sempre poderá ser sustentada. Será melhor se o indexador puder tomar uma decisão clara. Apesar de ser desejável a especificidade, o pesquisador será capaz de pesquisar os dois aspectos.

Ingestão de água ou consumo de água devem ser indexados sob INGESTÃO DE LÍQUIDOS.

Documentos sobre SEDE devem ser razoavelmente claros, uma vez que o autor provavelmente usará o termo “sede”.

Notar que INGESTÃO DE LÍQUIDOS está na Categoria G10 e COMPORTAMENTO DE INGESTÃO DE LÍQUIDOS está na Categoria F1.

Ingestão de líquidos como em “ele bebe muito” implica no consumo coloquial de bebidas alcoólicas e não se refere ao descritor INGESTÃO DE LÍQUIDOS, mas sim ao descritor CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS.

(Ver nota técnica relacionada TN.63)

13.16   TN.63 INGESTÃO DE ALIMENTOS (G10) e COMPORTAMENTO ALIMENTAR (F1)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

COMPORTAMENTO ALIMENTAR é definido pelo DeCS como “Respostas comportamentais ou sequências associadas ao ato de alimentar-se, maneira ou modos de se alimentar, padröes rítmicos da alimentaçäo (intervalos de tempo – hora de comer, duraçäo da alimentaçäo). O DeCS faz entre INGESTÃO DE ALIMENTOS e COMPORTAMENTO ALIMENTAR a mesma distinção que faz entre INGESTÃO DE LÍQUIDOS e COMPORTAMENTO DE INGESTÃO DE LÍQUIDO. (Ver TN.55)

Por causa da mesma distinção sutil, os indexadores terão o mesmo problema e o resolverão da mesma maneira: deverão tentar verificar se há alguma anotação sobre “comportamental” no documento; se houver, indexar sob COMPORTAMENTO ALIMENTAR.

O conceito de “consumo de alimentos” provocará confusão: trata-se de ALIMENTOS ou INGESTÃO DE ALIMENTOS? O documento mostrará a inclinação. Se a ênfase for sobre a substância, o descritor correto será ALIMENTOS e não INGESTÃO DE ALIMENTOS.

Observar a hierarquia de INGESTÃO DE ALIMENTOS e COMPORTAMENTO ALIMENTAR.

13.17   TN.66 Embrião e /embriologia

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Seguem algumas observações gerais sobre o uso do qualificador /embriologia em relação a embrião (EMBRIÃO DE MAMÍFEROS E EMBRIÃO NÃO MAMÍFERO) e FETO.

Não usar /embriol como qualificador primário quando /embriol for meramente um aspecto experimental.

Ou seja, um documento sobre “a atividade e padrão isoenzimático do lactato desidrogenase nos neurônios e astroblastos cultivados de cérebros de embriões de galinha” será incorretamente indexado sob CÉREBRO /embriol como descritor primário. O descritor primário será CÉREBRO /enzimol com /embriol coordenado como secundário.

Para decidir se um qualificador deve ser indexado como primário ou secundário deve-se identificar o assunto da revista, por exemplo, em se tratando de um artigo. Uma revista sobre “embriologia”, “morfologia” e “desenvolvimento” em seu título tenderá a /embriol como qualificador primário. Revistas sobre fisiologia e bioquímica tenderão em favor dos qualificadores /fisiol, /metab ou outros usualmente relacionados como primários. O fator decisivo serão as palavras introdutórias do autor e o trecho que diz “a proposta deste estudo é…”.

A política é basicamente a seguinte: quando um documento diz respeito ao embrião ou ao feto como um todo, algo que pode ser pego nas mãos, então um descritor de embrião ou FETO com o qualificador apropriado estarão corretos como primários. (Ver 8.1.37 e 8.1.38)

Ao optar-se por embrião e FETO sobre testes em tecidos em documentos que não devem ser indexados com muita profundidade, não deve ser acrescentado /embriol com o tecido do órgão que está sendo testado. Por exemplo, se “rim do macaco” como tecido-teste deve ser indexado como HAPLORRINOS (descritor secundário) e RIM (descritor secundário) sem qualificadores. Então, para “fígado fetal” somente FETO (descritor secundário) e FÍGADO (descritor secundário) são indexados para documentos sobre tecido-teste, sem qualificadores. Não usar FÍGADO /embriol.

Para estudos in vitro em tecido embrionário ou fetal deve ser feita distinção entre o órgão com o qualificador /embriol e o órgão sem o qualificador /embriol, como relatado acima.

Se o teor do estudo in vitro é um aspecto específico de um órgão em seu estágio embrionário de desenvolvimento, o aspecto específico e a embriologia devem ser indexados. Mas se o tecido embrionário ou fetal é meramente um veículo conveniente onde o estágio de desenvolvimento é irrelevante, /embriol não deve ser indexado com o órgão. Novamente a introdução do documento será decisiva.

Não assumir que quando o título diz “fígado fetal” FÍGADO /embriol seja adequado. Não assumir que, porque a definição de /embriol diz “para desenvolvimento embrionário e fetal”, o feto seja “obviamente” implícito.

FETO marca a diferença em um lapso de tempo, especialmente com referência a documentos sobre gravidez. Há muitos artigos em revistas de obstetrícia e toxicologia onde “fígado fetal” é importante tanto como FÍGADO como FETO, onde o feto é significante como um feto, e deve ser indexado. Nesses artigos FETO com seus qualificadores e FÍGADO com /embriol serão provavelmente descritores primários.

Não assumir que o qualificador /embriol automaticamente significa “fisiologia embrionária”. Pode significar morfologia embrionária, fisiologia embrionária, metabolismo embrionário, efeitos embrionários de drogas, etc. /embriol é importante como um estágio do desenvolvimento; se um aspecto específico deste estágio de desenvolvimento ou atividade é estudado, este aspecto deve ser indexado como um qualificador adicional, da mesma maneira que /fisiol.

13.18   TN.75 EXTREMIDADES de animais

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A TN.117 sobre articulações de animais discute uma fase deste problema sobre como indexar pé ou pata daqueles animais com referência àqueles que nós dizemos “pata” (cachorro, leão, gato, camundongo, etc., em vez de cavalo ou vaca).

Indexar pé de um animal em estudos experimentais sob PÉ (descritor primário) e MEMBRO ANTERIOR ou MEMBRO POSTERIOR como coordenação secundária. Em muitos artigos experimentais, entretanto, a identificação do pé como posterior ou anterior é totalmente irrelevante e não deve ser indexada. Pesquisa sobre circulação em queimaduras, por exemplo, não deve requerer MEMBRO POSTERIOR ou MEMBRO ANTERIOR.

Por outro lado, em Medicina Veterinária MEMBRO POSTERIOR é significante e deve ser indexado, mas provavelmente como descritor secundário. O documento “lesões nos membros posteriores em raças de cavalos” deve ser importante para ser indexado como primário, mas “o uso de bastão para determinar a força do aperto em artrite adjuvante induzida em rato” não deve ser indexado como primário.

A pata de um animal será indexada da mesma maneira mencionada acima. Similarmente, as coxas de um animal aparecerão como COXA DA PERNA (descritor primário) e MEMBRO POSTERIOR ou MEMBRO ANTERIOR como secundários.

Lembrar que existe o descritor CASCO E GARRAS, que também será indexado como primário, com MEMBRO POSTERIOR ou MEMBRO ANTERIOR como secundários. Notar que neste descritor “garras” referem-se, por exemplo, às unhas de um gato ou cachorro. Não usar CASCO E GARRAS para unhas de galinhas: usar PÉ.

13.19   TN.79 Síndromes de Fanconi

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O DeCS fornece SÍNDROME DE FANCONI como descritor autorizado para as entradas “Síndrome de Detoni-Debre-Fanconi”, “Síndrome de Lignac-Fanconi” e “Disfunção Tubular Renal Proximal”. O nome Fanconi figura também em outros descritores: ANEMIA DE FANCONI e “Síndrome de Wissler-Fanconi” que remete para a forma autorizada SÍNDROME DE WISSLER.

Quando um título em inglês ou um título estrangeiro fala de uma síndrome de Fanconi, deve-se sempre verificar o texto para ter certeza de que é um dos termos de Fanconi do DeCS: SÍNDROME DE FANCONI, basicamente uma doença dos túbulos renais proximais manifestada em várias condições clínicas, ou ANEMIA DE FANCONI, um tipo de ANEMIA APLÁSTICA.

Se o “Fanconi” do texto não for nenhuma das doenças acima, indexá-la como normalmente é indexada uma síndrome (ver 8.3.45).

13.20   TN.80 JEJUM e INANIÇÃO

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Ambos os termos podem estar relacionados a pessoas e animais e a estudos clínicos e experimentais.

Embora a distinção entre os dois conceitos iludam em relação ao grau em que a comida está ausente, para a indexação nenhum limite de tempo ou limite de quantidade de comida pode ser ajustado para determinar o ponto no qual o jejum se transforma em inanição. O assunto da volição, isto é, jejuar ou passar fome por inanição voluntária ou involuntariamente, é também irrelevante. Não deve-se tentar avaliar ou analisar o grau da volição: evitar o assunto completo usando o termo que o autor usa.

13.21   TN.86 SEGUIMENTOS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Este descritor enfatiza o propósito epidemiológico de seguimentos, mas também pode ser usado para um estudo de seguimento de um caso individual onde o paciente tenha sido acompanhado por um longo período pelo médico.

Porém, um título que diz “relato de caso e seguimento” não será rotineiramente indexado com o descritor SEGUIMENTOS a menos que o sujeito seja observado por um longo período. Um documento sobre a administração de uma terapia e uma checagem sobre os seus resultados não deve necessariamente ser indexado com SEGUIMENTOS.

Este é um bom descritor para usar em “prognóstico de massa” ou prognóstico em amostras estatísticas. Certamente PROGNÓSTICO não será usado para uma base estatística extensa.

O assunto dos pré-codificados apropriados deve ser discutido em relação ao uso de SEGUIMENTOS com um paciente em particular. Se um autor relata um caso visto primeiramente quando o paciente tinha 6 meses de vida, com exames feitos pelo médico, continuando a ser visto periodicamente até o relato do caso através de um artigo quando a criança tinha 7 anos de idade, o indexador deve acrescentar o pré-codificado somente da idade que o paciente tinha quando foi visto pela primeira vez: LACTENTE.

13.22   TN.87 FRATURAS ÓSSEAS/terapia, FRATURAS ÓSSEAS /cirurgia e FIXAÇÃO DE FRATURA

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Esta área da indexação necessita alguma delineação. Diretrizes são dadas abaixo:

  1. Indexar redução conservativa ou não-cirúrgica de fraturas sob FRATURAS ÓSSEAS/terap. O DeCS possui os descritores TRAÇÃO e MANIPULAÇÃO ORTOPÉDICA, que devem ser acrescentados se pertinente.
  2. Indexar redução cirúrgica de fraturas sob FRATURAS ÓSSSEAS/cirurg. Se os descritores OSTEOTOMIA ou novamente TRAÇÃO forem pertinentes, indexá-los também.
  3. Fixação de uma fratura refere-se à imobilização de uma fratura reduzida até ela ter sido corrigida. Para este conceito usar FIXAÇÃO DE FRATURA. Se discutido no documento, os descritores CONTENÇÕES, TRAÇÃO e MODELOS ANATÔMICOS estão disponíveis. FIXAÇÃO INTRAMEDULAR DE FRATURAS deve ser usada somente quando uma haste de metal é colocada através do osso quebrado através da medula óssea (daí o termo “fixação intramedular” visto muitas vezes na literatura).
  4. FIXAÇÃO INTERNA DE FRATURAS refere-se aos pinos, placas, fixações, etc., localizados sobre ou dentro de um osso, mas não intramedularmente. Em resumo, todos os documentos sobre cirurgia de fraturas não são necessariamente fixação de fraturas. Se indexar FIXAÇÃO DE FRATURAS não é necessário indexar também FRATURAS ÓSSEAS /cirurg.

Tratamento de fraturas

FRATURAS ÓSSEAS/terap

Tratamento cirúrgico de fraturas

FRATURAS ÓSSEAS/cirurg

Tratamento de fraturas por ressecção óssea

FRATURAS ÓSSEAS /cirurg

Fixação de fraturas fragmentadas

FIXAÇÃO DE FRATURA

Haste de duas placas para fixação de fraturas

FIXAÇÃO DE FRATURA

Enxertos ósseos em fraturas

FRATURAS ÓSSEAS/cirurg

13.23   TN.95 CRESCIMENTO (G7) versus /crescimento & desenvolvimento

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Se um documento trata somente do processo de crescimento, sua fisiologia, determinantes, o efeito de drogas sobre ele, o efeito de radiações, e aspectos similares onde o ponto principal do documento seja CRESCIMENTO e não a identidade de um animal experimental no qual o processo de crescimento foi estudado, indexar sob o descritor CRESCIMENTO (descritor primário) e acrescentar o pré-codificado de animal, sem qualificador.

Por outro lado, se um documento é sobre a identidade de um animal sob o aspecto anatômico, fisiológico ou ponto de vista veterinário, indexar sob o nome do animal com o qualificador /crescimento e desenvolvimento. Um documento sobre “quão rápido um gato cresce” é corretamente indexado como GATOS /cresc. Não indexar também sob CRESCIMENTO.

13.24   TN.96 TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS (C26) e Lesões do crânio

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS é um descritor para lesões gerais da cabeça, inespecíficas. Muitas vezes os detalhes não são delineados, ou, se delineados, não se encaixam no conceito da “indexação em profundidade” quando o tipo de título for “Lesões da cabeça”. O termo “lesão da cabeça”, de fato, não fala muito além do fato de a cabeça (e não o abdome ou as extremidades) ter sido lesada; não fala se foi, por exemplo, uma contusão ou uma fratura; não especifica se foi o tecido mole ou tecido ósseo; nem localiza se foi na face, bochecha, queixo, couro cabeludo, crânio, etc.

Reservar TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS como um termo geral para ser usado quando o autor não especificar além disso. Interpretar “lesões do crânio” como TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS e não como CRÂNIO /les, a menos que o autor deixe claro que ele se refere somente à parte óssea. Deve-se examinar cuidadosamente o documento, para ver se um descritor da Categoria C26 não é melhor: TRAUMATISMOS MAXILOFACIAIS, TRAUMATISMOS FACIAIS, TRAUMATISMOS MANDIBULARES, etc., ou um dos termos de fraturas pré-cordenados, como FRATURAS MAXILARES, FRATURAS CRANIANAS, etc. (Ver nota técnica sobre lesões da arcada ósseo-dentária TN.115)

“Lesões craniocerebrais” devem ser examinadas com a máxima especificidade: o autor refere-se a TRAUMATISMOS CRANIOCEREBRAIS ou LESÕES ENCEFÁLICAS TRAUMÁTICAS ou a ambos? Se o cérebro foi lesado, deve-se preferir, obviamente, LESÕES ENCEFÁLICAS TRAUMÁTICAS. Na maior parte dos documentos, a expressão “lesões craniocerebrais” será indexada somente como LESÕES ENCEFÁLICAS TRAUMÁTICAS uma vez que a maior parte dos documentos enfatiza o aspecto cerebral da pancada mais do que o aspecto craniano. CONCUSSÃO ENCEFÁLICA é também um descritor do DeCS.

13.25   TN.97 INQUÉRITOS EPIDEMIOLÓGICOS e outros levantamentos

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

INQUÉRITOS EPIDEMIOLÓGICOS não deve ser usado para cobrir a palavra “levantamento” usado pelos autores em títulos e textos.

Todos os levantamentos não se referem ao descritor INQUÉRITOS EPIDEMIOLÓGICOS. Deve-se seguir a definição do DeCS para usar este descritor e o descritor INQUÉRITOS NUTRICIONAIS. Muitas vezes o conceito de “levantamento” não necessita trazer esse aspecto como um todo, uma vez que deve ser somente um burilamento de uma frase do autor. Algumas vezes o documento é só uma revisão do assunto, sendo uma visão geral dada ao assunto sob vários ângulos.

Quando aparecer a palavra “levantamento” em um título, deve-se tentar determinar se o autor se refere a algo mais preciso com o uso desta palavra. Evitar INQUÉRITOS EPIDEMIOLÓGICOS a menos que se encaixe na definição do DeCS, para que não seja prejudicada a força deste descritor.

13.26   TN.98 AUDIÇÃO e PERCEPÇÃO AUDITIVA

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A distinção entre estes dois descritores corresponde à distinção entre VISÃO OCULAR e PERCEPÇÃO VISUAL. AUDIÇÃO e VISÃO OCULAR são conceitos fisiológicos situados nos ouvidos e nos olhos, respectivamente, a nível orgânico, enquanto PERCEPÇÃO AUDITIVA e PERCEPÇÃO VISUAL situam-se a nível cortical, isto é, no cérebro. Artigos sobre AUDIÇÃO tendem a aparecer em revistas de otorrinolaringologia, e sobre PERCEPÇÃO AUDITIVA em revistas de psicologia. Similarmente, artigos sobre VISÃO OCULAR tendem a aparecer em revistas de oftalmologia, e PERCEPÇÃO VISUAL em revistas de psicologia.

13.27   TN.99 FREQUÊNCIA CARDÍACA (G9) versus BRADICARDIA e TAQUICARDIA (C14)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Os termos “bradicardia” e “taquicardia” aparecem na literatura de dois modos: como a entidade doença e como uma descrição da frequência cardíaca. Os indexadores devem verificar a qual aspecto o autor se refere.

Se estiver descrevendo a condição de doença, BRADICARDIA ou TAQUICARDIA – ambas pertencem somente à categoria C – é o descritor correto. Por outro lado, se bradicardia ou taquicardia está sendo usada para descrever mais ou menos redução ou aumento transitório da frequência cardíaca em resposta a uma droga ou em estados fisiológicos, psicológicos ou experimentais, então o descritor correto é FREQUÊNCIA CARDÍACA.

Se uma droga acelera a frequência, indexar sob FREQUÊNCIA CARDÍACA /ef farm (descritor primário), o nome da droga com /farmacol (descritor primário) e ESTIMULAÇÃO QUÍMICA (descritor secundário). Se a droga diminui o passo, usar, ainda, o descritor DEPRESSÃO QUÍMICA (descritor secundário).

13.28   TN.109 CATEGORIA C16 e DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

De acordo com a lógica e a política de indexação é desnecessário e incorreto coordenar descritores da Categoria C16 com DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO. Ver 5.5 a respeito do descritor DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO e do pré-codificado RECÉM-NASCIDO. Ver 8.3.36 e 8.3.37 sobre anormalidades e doenças congênitas.

Não indexar descritores da Categoria C16 com o qualificador /congen nem com DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO.

Não indexar nenhum descritor de anormalidade com o qualificador /congen nem com DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO. Esta regra aplica-se também a qualquer descritor da Categoria A usado com o qualificador /anorm (FÍGADO /anorm mas não também DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO).

Não coordenar nenhum descritor da Categoria C16 que esteja hierarquizado sob DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO com DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO. Todas estas doenças estão por definição presentes no nascimento, assim, nem /congen, nem DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO deve ser usado.

DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO é usado somente para doenças neonatais em geral ou inespecificadas no documento.

Este uso começou, efetivamente, em 1984. Anteriormente a esta data, era usado também como descritor primário coordenado para uma doença específica desenvolvendo-se no período neonatal definido como sendo o primeiro mês de vida.

Uma infecção estafilocócica em um recém-nascido – não especificada como congênita e mostrada no texto como tendo sido desenvolvida depois do nascimento – era anteriormente indexada como INFECÇÕES ESTAFILOCÓCICAS (descritor primário), DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO (descritor primário) e o pré-codificado RECÉM-NASCIDO. Após 1984 esta mesma indexação passou a ser INFECÇÕES ESTAFILOCÓCICAS (descritor primário) e o pré-codificado RECÉM-NASCIDO.

A maior parte dos documentos sobre os descritores da Categoria C16 e outras anormalidades e doenças neonatais estão relacionadas com os recém-nascidos e devem receber o pré-codificado RECÉM-NASCIDO. Documentos sobre doenças congênitas também levam o pré-codificado RECÉM-NASCIDO, mas desde que alguns estados congênitos podem demorar a serem descobertos, durante a vida da pessoa, a idade correta deve ser indicada se não for RECÉM-NASCIDO. De qualquer maneira, não deve ser indexado DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO.

Deve ser dada atenção especial ao uso de /congen como qualificador. Indexadores usam /congen somente quando o título diz “congênito” e acabam usando erroneamente DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO.

Alguns estados de doença associados a anormalidades ou doenças congênitas são medicamente improváveis de serem desenvolvidos em horas ou dias após o nascimento. São manifestadamente pré-natais ou presentes no nascimento e, assim sendo, congênitos. Por exemplo, “teratoma intracraniano neonatal” com lábio e palato fissurados e outras anormalidades é corretamente indexado com os descritores para cobrir as anormalidades múltiplas, mas erroneamente coordenado com NEOPLASIAS ENCEFÁLICAS/compl, TERATOMA /compl e DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO. A indexação correta seria NEOPLASIAS ENCEFÁLICAS /congen e TERATOMA /congen, e sem acrescentar DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO.

Quando uma doença neonatal é resultado direto de um defeito ou doença congênita, indexar sob a doença com o qualificador /congen e não coordenar com DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO. Por exemplo, hipertensão pulmonar causada por persistência do conduto arterioso deve ser indexada sob PERSISTÊNCIA DO TRONCO ARTERIAL /compl e HIPERTENSÃO PULMONAR /congen, e não HIPERTENSÃO PULMONAR /etiol e DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO.

Em outras palavras, quando uma anormalidade ou doença congênita causa uma complicação que não se encontra na Categoria C16, é medicamente provável que esta complicação estivesse presente no feto ou na criança no nascimento. Nesses casos, apesar de o autor não usar a palavra “congênito” no título, o texto e o conteúdo provavelmente irão requerer /congen e não DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO. Ainda que os indexadores sejam orientados a não fazer diagnósticos, é solicitado que leiam o texto cuidadosamente e que usem o bom senso.

Para uma indexação em profundidade, deve-se preferir /congen como principal e um qualificador adicional como secundário. No exemplo da hipertensão pulmonar acima, HIPERTENSÃO PULMONAR /congen seria descritor primário e HIPERTENSÃO PULMONAR /etiol seria descritor secundário se o indexador optasse por usá-lo.

Não coordenar órgãos que foram indexados com o qualificador /anorm com DOENÇAS DO RECÉM-NASCIDO. A definição de /anorm sugere a presença no neonato.

(Ver regras sobre anormalidades congênitas e doenças congênitas)

13.29   TN.111 INSETOS (B1) e INSETICIDAS (D27)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não usar qualificadores quando indexar o efeito de inseticidas sobre insetos. Isto aplica-se ao descritor principal INSETICIDAS e aos descritores específicos de inseticida e ao descritor INSETOS e descritores de insetos específicos.

O efeito do DDT sobre moscas domésticas é indexado como DDT e MOSCAS DOMÉSTICAS, não como DDT /farmacol e MOSCAS DOMÉSTICAS /ef farm, quando o inseticida for usado com a proposta de matar os insetos.

Por outro lado, se o documento trata do efeito de um inseticida sobre um aspecto fisiológico, químico, comportamental ou outros aspectos da vida do inseto, então os qualificadores apropriados podem ser usados. O efeito do DDT sobre a colinesterase na mosca doméstica é indexado como DDT /farmacol (descritor primário), MOSCAS DOMÉSTICAS /enzimol (descritor primário) e COLINESTERASES (com um qualificador aplicável como descritor primário).

13.30   TN.112 COOPERAÇÃO INTERNACIONAL (I1)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não usar este descritor para congressos internacionais na ausência de um descritor geográfico para cobrir o aspecto “internacional”.

“Congressos internacionais” denotam a presença de pessoas de várias nações participando do congresso. Isto não pode ser facilmente indexado. Se “internacional” se referir a vários países de um mesmo continente, como, por exemplo, vários países da Europa, então EUROPA é aceitável. Mas, a menos que algo simples como isto possa ser feito, ignorar o aspecto “internacional”. Não indexar sob o nome do país no qual o congresso ocorreu.

13.31   TN.115 Lesões da arcada ósseo-dentária

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Há uma confusão sobre os termos de várias lesões faciais e da arcada ósseo-dentária na Categoria C26. Seguir o seguinte padrão para indexação:

TRAUMATISMOS MANDIBULARES: para lesões da mandíbula (arcada ósseo-dentária inferior) somente;

MAXILA /les: para lesões do maxilar (arcada ósseo-dentária superior) somente;

ARCADA OSSEODENTÁRIA /les: para lesões da arcada ósseo-dentária quando o autor não especifica se é superior ou inferior.

TRAUMATISMOS MAXILOFACIAIS: Para lesões nesta área onde, novamente, o autor não especifica o local. Este descritor aparecerá mais em documentos sobre lesões de acidentes de automóveis ou sobre ferimentos por arma de fogo ou várias lesões de guerra. O termo popular “lesões maxilo-faciais” como usado pelos autores tem uma qualidade que nenhum dos descritores acima tem.

TRAUMATISMOS FACIAIS: para lesões de partes moles ou de porções ósseas mas o termo como usado pelos autores muitas vezes não é especificado.

OSSOS FACIAIS /les: para lesões dos óssos faciais em geral quando o autor não especifica os óssos individuais da face (por exemplo, ÓRBITA, ZIGOMA).

Este tema deve seguir as diretrizes da especificidade como usualmente. Se houver dúvida, deve-se indexar pelas palavras do autor ou pela sua intenção.

Deve-se notar aqui que o indexador não deve esquecer os descritores DeCS disponíveis para fraturas nesta área anatômica. Há também na categoria C26 os descritores FRATURAS MAXILOMANDIBULARES, FRATURAS MAXILARES, FRATURAS MANDIBULARES, FRATURAS CRANIANA e FRATURAS ZIGOMÁTICAS.

(Ver nota técnica relacionada TN.96)

13.32   TN.117 Articulações de animais

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Reservar os descritores TORNOZELO, COTOVELO, JOELHO, etc, e seus descritores de articulações correpondentes (ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO, ARTICULAÇÃO DO COTOVELO, ARTICULAÇÃO DO JOELHO, etc) para humanos e outros primatas. Não usar os descritores de articulação para animais não-primatas, bem como para animais veterinários onde o autor por si só usa palavras como “cotovelo do cachorro”. Ao invés disso, usar descritores DeCS como MEMBRO POSTERIOR, MEMBRO ANTERIOR e semelhantes, coordenando com ARTICULAÇÕES.

Como para insetos, ignorar o aspecto membro anterior/membro posterior e indexar somente como ARTICULAÇÕES ou EXTREMIDADES conforme necessário. A tabela abaixo foi feita com os especialistas de veterinária da National Library of Medicine. Deve ser usada para indexar artigos clínicos ou experimentais sobre humanos e animais, bem como com estudos veterinários e anatômicos. A ênfase na tabela favorece a taxonomia animal. Ao indexar, deve-se localizar o descritor necessário na própria coluna e indexar de acordo.

 

Tabela de Conversão Anatômica

Descritores DeCS como usados com várias espécies

(-) indica que o descritor DeCS provavelmente não ocorrerá na literatura nesta classe

Descritor DeCS Homem Primatas Não‑Humanos Vertebrados Invertebrados
TORNOZELO TORNOZELO TORNOZELO MEMBRO POSTERIOR
BRAÇO BRAÇO BRAÇO MEMBRO ANTERIOR
COTOVELO COTOVELO COTOVELO MEMBRO ANTERIOR
EXTREMIDADES EXTREMIDADES EXTREMIDADES EXTREMIDADES EXTREMIDADES
DEDOS DEDOS DEDOS DEDOS DO PÉ (primário) +
MEMBRO ANTERIOR (secundário)
PÉ (primário) + EXTREMIDADES
MEMBRO POSTERIOR (secundário)
MEMBRO ANTERIOR (secundário)
ANTEBRAÇO ANTEBRAÇO ANTEBRAÇO ANTEBRAÇO EXTREMIDADES
MEMBRO ANTERIOR BRAÇO ou
MEMBRO ANTERIOR
BRAÇO ou
MEMBRO ANTERIOR
MEMBRO ANTERIOR EXTREMIDADES
HALLUX HALLUX HALLUX
MÃOS MÃOS MÃOS PÉ (primário) +
MEMBRO POSTERIOR (secundário)
CALCANHAR CALCANHAR CALCANHAR
MEMBRO POSTERIOR PERNA (MEMBRO) PERNA (MEMBRO) EXTREMIDADES ou
MEMBRO ANTERIOR ou
MEMBRO POSTERIOR
EXTREMIDADES
UNHAS UNHAS UNHAS CASCO E GARRAS
OMBRO OMBRO OMBRO OMBRO
COXA DA PERNA COXA DA PERNA COXA DA PERNA COXA DA PERNA
POLEGAR POLEGAR POLEGAR
DEDOS DO PÉ DEDOS DO PÉ DEDOS DO PÉ DEDOS DO PÉ (primário) +
MEMBRO ANTERIOR (secundário) ou
MEMBRO POSTERIOR (secundário)
PUNHO PUNHO PUNHO MEMBRO ANTERIOR

 

Os descritores de articulação específicos (ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO, ARTICULAÇÃO DO JOELHO, etc.) são representados nesta tabela somente pelo descritor base (TORNOZELO, JOELHO, etc). Para indexação de articulações usar o descritor de articulação do DeCS para animais exatamente como é usado para humanos.

13.33   TN.121 LITERATURA (K)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não usar este descritor para nada que, independente da tradução do título, realmente pareça ser BIBLIOGRAFIA. Por exemplo, “uma pesquisa da literatura soviética sobre parasitologia” é PARASITOLOGIA (descritor primário) e BIBLIOGRAFIAS COMO ASSUNTO (descritor primário) mas não LITERATURA. “Literatura soviética sobre grampeadores cirúrgicos” é corretamente indexado como GRAMPEADORES CIRÚRGICOS (descritor primário) e BIBLIOGRAFIAS COMO ASSUNTO (descritor primário). “‘Sifilíticos na literatura francesa” é corretamente indexado como SÍFILIS (descritor primário) e LITERATURA MODERNA (descritor primário) e MEDICINA NA LITERATURA (descritor primário).

O descritor LITERATURA é usado nos casos onde é comum chamar a “literatura” como uma das artes. Não deve ser usado como um sinônimo para bibliografia.

13.34   TN.124 Materiais: cirúrgicos, protéticos, ortopédicos, etc.

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Os pesquisadores têm solicitado que os materiais usados em vários procedimentos sejam considerados na indexação. Frequentemente os materiais figuram nas discussões de efeitos adversos, onde o material por si só, mais do que o procedimento, produz uma reação adversa. Nestes casos deve-se indexar sob o procedimento (provavelmente Categoria E) com o qualificador /ef adv e também sob o nome do material ou substância (provavelmente Categoria D ou J), também com o qualificador /ef adv. Ambos serem descritores primários ou secundários dependerá, como sempre, do ponto principal do documento.

Por exemplo, um documento sobre pino de aço usado em fixação intramedular, causando necrose, deve ser indexado sob FIXAÇÃO INTRAMEDULAR DE FRATURAS /ef adv (descritor primário), LIGAS /ef adv (descritor primário), FIXAÇÃO INTRAMEDULAR DE FRATURAS /instrum (descritor secundário) e PINOS ORTOPÉDICOS /ef adv (descritor secundário), naturalmente com a necrose do osso indexada também.

13.35   TN.126 MITOCÔNDRIAS (A11)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O problema começa com o fato de o metabolismo da mitocôndria ser indexado sob o nome do órgão com o qualificador /metab ou com /ultraest, isto é, o metabolismo da mitocôndria do pâncreas como PÂNCREAS /metab ou PÂNCREAS /ultraest. A resposta depende do ponto principal do documento e da extensão do tratamento dos dois aspectos. Pode-se indexar apenas um dos aspectos como primário, ou os dois aspectos, fazendo um deles como primário e o outro como secundário.

Um exemplo similar é um documento sobre o efeito da reserpina sobre a mitocôndria pancreática. Se o ponto principal do documento for a mitocôndria, indexar como PÂNCREAS /ultraest (descritor primário) e PÂNCREAS /ef farm (descritor secundário). Se o ponto principal for o efeito da droga, indexar PÂNCREAS /ef farm (descritor primário) e PÂNCREAS /ultraest (descritor secundário).

O indexador deve, obviamente, indexar também sob MITOCÔNDRIA com o qualificador apropriado como primário em ambos os casos. Não esquecer que na hierarquia de MITOCÔNDRIAS há os específicos MITOCÔNDRIAS CARDÍACAS, MITOCÔNDRIAS HEPÁTICAS e MITOCÔNDRIAS MUSCULARES na Categoria A11. Mais dois descritores de mitocôndria estão disponíveis: DILATAÇÃO MITOCONDRIAL (G4) e DNA MITOCONDRIAL (D13).

13.36   TN.128 MODELOS TEÓRICOS (E)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O descritor MODELOS TEÓRICOS é usado para modelos teóricos em geral ou inespecíficos. O DeCS nos dá vários descritores de modelos específicos, dentre eles: MODELOS BIOLÓGICOS, MODELOS CARDIOVASCULARES, MODELOS QUÍMICOS, MODELOS GENÉTICOS, MODELOS NEUROLÓGICOS, MODELOS PSICOLÓGICOS.

A definição do DeCS de cada um deles diz “teórica” e menciona a possibilidade de uso de computador ou outro equipamento eletrônico.

MODELOS QUÍMICOS é um modelo teórico em química. MODELOS PSICOLÓGICOS é um modelo teórico em psicologia, etc. Portanto, não é necessário indexar MODELOS PSICOLÓGICOS e MODELOS TEÓRICOS para o mesmo conceito uma vez que todos os descritores de modelos são teóricos pela definição do DeCS. Além do mais, se um modelo teórico diz respeito à psicologia, é errado indexar sob MODELOS TEÓRICOS. O específico é suficiente.

Interpretar o descritor específico da seguinte maneira: se um modelo teórico está relacionado à biologia (fisiologia), química ou psicologia, indexar sob o descritor do modelo específico. Usar MODELOS TEÓRICOS para campos ou conceitos que não se encaixam nessas áreas populares. Modelos de respiração, imunidade, dinâmica de vôos de insetos e semelhantes serão erroneamente indexados sob MODELOS TEÓRICOS. Devem ser indexados sob MODELOS BIOLÓGICOS. Por outro lado, modelos sobre serviços de saúde, prevenção de desastres, planejamento urbano e enfermagem serão indexados corretamente sob MODELOS TEÓRICOS, pois não se encaixam em nenhum dos modelos específicos.

13.37   TN.129 PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO (F2) e CINESTESIA (F2, G11)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO refere-se à percepção de movimento externo ao observador. Quão rápido alguém pensa sobre um objeto que se move no espaço – uma bola de beisebol, um automóvel, uma pessoa correndo, um avião, um alvo em movimento – é PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO. Mas a sensação de movimento dentro de uma pessoa é CINESTESIA. Os dicionários psiquiátricos definem isso como “a percepção do próprio movimento” e os dicionários psicológicos como “o sentido que produz o conhecimento dos movimentos do corpo ou seus vários membros”.

Seguem alguns conceitos que podem ser indexados sob CINESTESIA ou CINESTESIA /fisiol e NÃO sob PERCEPÇÃO DE MOVIMENTO:

  • reação de queda-livre;
  • efeito de postura diagonal sobre movimento e ajuste postural;
  • seletividade de direção;
  • mecanismos neuronais em sensibilidade direcional;
  • sensação de movimento próprio;
  • comparação psicológica de vibração e angular;
  • detecção de aceleração rotativa constante durante aceleração rotativa vibratória;
  • resposta dinâmica aos canais aferentes semicirculares.

13.38   TN.130 MOVIMENTO (G7, G11)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Frequentemente MOVIMENTO é colocado como descritor principal pelos indexadores. Apesar de estarem fazendo a diferenciação correta entre MOVIMENTO, MOVIMENTO (FÍSICA) e LOCOMOÇÃO, o fato de MOVIMENTO ser principal ou secundário merece algumas considerações.

MOVIMENTO como principal deve ser predominantemente um conceito geral, com implicações fisiológicas e na melhor das hipóteses o movimento do corpo inteiro como uma porção generosa dele. Os seguintes títulos referem-se ao descritor MOVIMENTO:

  • Desempenho de abstenção em movimentos exploratórios;
  • Estudos sobre três técnicas de estiramento;
  • Espaço pessoal influenciado por sexo e tipo de movimento;
  • Um simples método para avaliar o movimento corporal;
  • Movimento ocular normal.

Seguem alguns títulos que representam MOVIMENTO como secundário:

  • Registro de movimento velar;
  • Movimento dos lábios durante discurso;
  • Movimentos extremamente pequenos da membrana basilar do ouvido interno.

Nestes casos, o ângulo do MOVIMENTO é um parâmetro secundário para delineação de pesquisa, não para construção como o significado de MOVIMENTO quando aparece como primário.

13.39   TN.133 INTOXICAÇÃO ALIMENTAR POR COGUMELOS (C25)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Este descritor refere-se ao envenenamento por cogumelos “venenosos”, isto é, o resultado do envenenamento por toxinas produzidas por vários cogumelos. O envenenamento mais comum é por Amanita phalloides que deve ser indexado como INTOXICAÇÃO ALIMENTAR POR COGUMELOS (descritor primário) mais AMANITA (descritor secundário).

13.40   TN.135 NEOPLASIAS (C4)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O DeCS possui vários tipos histológicos específicos de neoplasias sob os descritores de tipos histológicos gerais, como NEOPLASIAS DE TECIDO VASCULAR, TUMORES ODONTOGÊNICOS, NEOPLASIAS EMBRIONÁRIAS DE CÉLULAS GERMINATIVAS, NEOPLASIAS DE TECIDO NERVOSO, etc. Os grupos devem ser interpretados como neoplasias compostas de tipos histológicos, não neoplasias dos órgãos envolvidos. Isto é, NEOPLASIAS DE TECIDO NERVOSO significa neoplasias compostas de tecido nervoso, não neoplasias de vários nervos.

Uma vez que o DeCS fornece vários descritores de tipos histológicos sob estes descritores gerais, quase nunca será necessário usar os descritores gerais. De fato, com a política de indexação centrada na indexação específica nesta área, por causa da importância do câncer na medicina hoje, estes descritores não são muito úteis nas propostas de indexação. Eles se encontram no DeCS para agrupar os descritores específicos.

13.41   TN.136 NEOPLASIAS EM ANIMAIS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O indexador é alertado para o fato de que NEOPLASIAS MAMÁRIAS e NEOPLASIAS GÁSTRICAS devem ser reservados para mama e estômago como tais, e não devem ser usados para tumores das mamas animais ou do rumen e suas subdivisões (todos descritores da Categoria A13). NEOPLASIAS GÁSTRICAS pode ser usado para humanos e animais mas não deve ser indexado como coordenação para tumores do rumen, abomaso, etc., de ruminantes.

Seguir a regra seguinte para documentos hipotéticos (os pré-codificados não estão indicados nos exemplos):

Câncer de mama em cachorro de estimação.

DOENÇAS DO CÃO *

NEOPLASIAS MAMÁRIAS ANIMAIS *

Câncer das mamas animais em bovino.

DOENÇAS DOS BOVINOS *

NEOPLASIAS MAMÁRIAS ANIMAIS *

Câncer do rumen em bovino.

DOENÇAS DOS BOVINOS *

RÚMEN *

NEOPLASIAS GÁSTRICAS /vet *

Lembrar da existência do descritor NEOPLASIAS MAMÁRIAS EXPERIMENTAIS.

13.42   TN.143 MEDICINA OSTEOPÁTICA (H2)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O DeCS designou este descritor como um descritor de especialidade e não deve ser considerado uma tradução grega de “doenças ósseas”.

Deve-se ser cuidadoso na aproximação da palavra “osteopatia” em Inglês e a especialidade na literatura estrangeira. Será, provavelmente, o descritor DOENÇAS ÓSSEAS e não MEDICINA OSTEOPÁTICA, a especialidade.

Um documento intitulado “Osteopatia urêmica” não é indexado sob MEDICINA OSTEOPÁTICA. Este é, claramente, um documento sobre a doença urêmica do osso e não MEDICINA OSTEOPÁTICA, a especialidade. Similarmente, “Lesão osteopática” provavelmente também não é MEDICINA OSTEOPÁTICA.

A combinação MEDICINA OSTEOPÁTICA /educ é uma combinação correta. O coordenado apropriado é EDUCAÇÃO MÉDICA ou um de seus específicos.

13.43   TN.145 Qualificadores de OXIGÊNIO

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

OXIGÊNIO envolvido no processo respiratório pulmonar é indexado sob OXIGÊNIO /fisiol. Os seguintes títulos são corretamente indexados sob OXIGÊNIO /fisiol em adição a outros descritores:

  • Regulação da distribuição da perfusão regional nos pulmões: efeito da concentração de oxigênio regional;
  • Deterioração da transferência de oxigênio no pulmão;
  • Efeito das mudanças na concentração de oxigênio inspirado sobre a produção experimental de edema pulmonar em cães;
  • Troca de oxigênio em guelras de truta simuladas;
  • Efeito da anestesia por halotano sobre a tensão crítica de oxigênio.

Depressão da depuração de serotonina por pulmão de rato durante exposição a oxigênio;

TROCA GASOSA PULMONAR está disponível, assim não coordená-lo rotineiramente com OXIGÊNIO /fisiol mais DIÓXIDO DE CARBONO /fisiol. Indexar oxigênio e/ou dióxido de carbono somente se for necessário para outro contexto no documento. Por exemplo, “troca respiratória gasosa durante respiração de oxigênio em diferentes gases nobres” deve ser indexado sob TROCA GASOSA PULMONAR e OXIGÊNIO /fisiol.

O papel fisiológico do oxigênio fora do terreno pulmonar pode também ser indexado apropriadamente sob OXIGÊNIO /fisiol. Isto é, OXIGÊNIO /fisiol não precisa estar restrito a sua ação na respiração pulmonar.

OXIGÊNIO /metab não está restrito ao metabolismo do oxigênio em plantas e organismos menores. Deve ser usado tanto para metabolismo de oxigênio em humanos como em animais. Pode ser usado para conceitos como “transporte de oxigênio” e “ligação de oxigênio”.

Deve-se ter cuidado ao diferenciar OXIGÊNIO /metab de CONSUMO DE OXIGÊNIO. Títulos e textos quase sempre fornecem uma pista para CONSUMO DE OXIGÊNIO, pois esta expressão é quase sempre usada. Um sinônimo para isto é “respiração do tecido”.

Deve-se lembrar que uma interrupção do /metab é /sangue e deve ser usado especialmente com a presença de oxigênio no sangue ou células sanguíneas e com a ligação do oxigênio aos componentes sanguíneos (por exemplo, hemoglobina).

A liberação de oxigênio molecular por plantas ou micro-organismos não é /bios e sim OXIGÊNIO /metab.

“Oxidação” é indexada sob OXIRREDUÇÃO.

Hipóxia ou aumento no oxigênio usada em um contexto de não-doença deve ser indexada sob OXIGÊNIO /fisiol, OXIGÊNIO /metab ou OXIGÊNIO /farmacocin, dependendo do contexto do documento ou do teor do estudo.

13.44   TN.146 ANIMAIS DOMÉSTICOS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Indexar documentos a respeito de animais domésticos sob o nome do animal (descritor principal) e ANIMAIS DOMÉSTICOS (descritor principal ou secundário, dependendo do ponto principal do documento).

Há, porém, o descritor ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO, mais específico na hierarquia. Assim, um documento sobre “Um ataque de furão de estimação”, é indexado sob FURÕES (descritor principal) e ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO (descritor secundário).

13.45   TN.148 PLANTAS e PLANTAS MEDICINAIS (B1)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Seguindo as regras de especificidade, os descritores de plantas deveriam ser mais usados. Uma vez que os documentos sobre elas constituem uma pequena parte da literatura indexada, os indexadores tendem a ser descuidados em verificar o DeCS toda vez para cada documento sobre planta.

Notar que nomes de gêneros específicos de muitas plantas têm sido familiares a historiadores em medicina por muitos séculos.

Na indexação de documentos sobre alcalóides, tanto o alcalóide como a planta devem ser descritores primários. Ao indexar LECTINAS e outras aglutininas de plantas, o nome da planta provavelmente será descritor secundário. Ao indexar uma planta como alimento, o nome da planta provavelmente será descritor primário.

Ver a seção 8.18.19 a respeito dos descritores geográficos para a origem das plantas.

13.46   TN.151 Complicações por PNEUMOCONIOSE

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Se um estado patológico surge como resultado de alguma pneumoconiose, indexar sob o nome da doença causada pela pneumoconiose sob o qualificador /etiol mais do que com /ind quim. Por exemplo, “asbestose causando câncer de pulmão” é indexada sob ASBESTOSE /compl (descritor principal) e NEOPLASIAS PULMONARES /etiol (descritor principal), melhor do que NEOPLASIAS PULMONARES /ind quim.

Isto porque não é a natureza química da poeira que causa a doença secundária, mas as propriedades físicas. O qualificador /ind quim foi criado para especificar a origem da doença como diretamente relacionada à substância química ou ao composto químico por si próprio.

Usando a asbestose como um exemplo, encontra-se que não é o asbesto como um composto de magnésio ou silicato de cálcio que causa o câncer, mas as fibras de asbesto, daí /etiol.

13.47   TN.154 RETRATOS COMO ASSUNTO (K)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Este descritor é usado como primário para documentos sobre retratos como uma forma de arte ou quando um retrato específico de uma personagem histórica é o assunto do documento. É, também, usado como descritor secundário em outros casos. Quando um documento biográfico contém um retrato de uma pessoa, indexá-lo como uma biografia normal e acrescentar RETRATOS COMO ASSUNTO como descritor secundário.

13.48   TN.158 RAIOS X (G)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Assume-se que todos os EFEITOS DE RADIAÇÃO e /ef rad são os efeitos de raios-x, a menos que outro seja especificado. O interesse em radiação é ajudar o pesquisador nos efeitos perigosos da radiação, seja em radiodiagnóstico, radioterapia, exposição ambiental em lugares de reatores nucleares ou através de guerra atômica. Assim, desde que a maior parte das pesquisas é sobre radiação ionizante, não há necessidade de especificá-la a todo momento.

Reservar RAIOS X como descritor primário para os documentos em geral, como “Tubos de raios-X e outras coisas históricas memoráveis” ou “A história fascinante dos raios-X. Parte III: o que são raios-X?”. Os documentos sobre raios-X indexados na LILACS geralmente recebem o qualificador /ef rad e não RAIOS X como um todo.

13.49   TN.160 RECEPTORES DE DROGA (D12) e CÉLULAS QUIMIORRECEPTORAS (A8)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

 

Não confundir descritores de receptores com proteínas de ligação. A literatura não é sempre clara nesta área. Deve-se tomar decisão baseada nesta diferenciação: geralmente um receptor é uma proteína que liga sobre a superfície celular; uma proteína de ligação é um fluído intracelular ou em tecido.

RECEPTORES DE DROGA são proteínas que ligam especificamente drogas com alta afinidade e desencadeiam alterações intracelulares influenciando o comportamento celular. CÉLULAS QUIMIORRECEPTORAS são células especializadas na detecção de substâncias químicas e na retransmissão destas informações centralmente no sistema nervoso.

Autores não usam estes descritores livremente nem deve usar o indexador. Notar que CÉLULAS QUIMIORRECEPTORAS está na subcategoria de Sistema Nervoso, enquanto RECEPTORES DE DROGA está na Categoria D2, compostos químicos e drogas. Assim, não é neurológico.

13.50   TN.163 PROGRAMAS MÉDICOS REGIONAIS (N3)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Enquanto a maior parte dos documentos encontrados referem-se a organizações regionais sustentadas a nível federal nos Estados Unidos, o descritor deve ser aplicado também para programas similares em outros países. Seguir as anotações do DeCS e sempre fornecer uma localização geográfica.

13.51   TN.166 DESCANSO (I3) e REPOUSO EM CAMA (E2)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A escolha da categoria sugere a definição: REPOUSO EM CAMA é definida pelo DeCS como “confinamento de um indivíduo à cama, por razöes terapêuticas ou experimentais”.

Não confundir ambos com IMOBILIZAÇÃO (E5): nem todos os repousos em cama indicam imobilização e nem toda imobilização indica repouso em cama. Os autores geralmente usam a palavra “imobilização” quando querem se referir a ela, e usam “repouso em cama” quando querem se referir a ela.

IMOBILIZAÇÃO pode ser experimental ou terapêutica, mas a ênfase é sobre o estado da imobilização e seus efeitos. REPOUSO EM CAMA não precisa incluir o conceito de imobilização.

Não indexar rotineiramente documentos a respeito de esforço físico sob ESFORÇO FÍSICO e DESCANSO quando descanso aparecer no título. Verificar se o autor usou “descanso” meramente como parte de um experimento para indicar o término do período de esforço físico. Se possível, ignorar o “descanso” e indexar sob o ponto principal do documento, geralmente ESFORÇO FÍSICO.

13.52   TN.167 RETINOPATIA DA PREMATURIDADE (C11, C16)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Livros de texto fornecem a causa da retinopatia da prematuridade como terapia por oxigênio de crianças prematuras. Por esta razão, não indexar a etiologia da fibroplasia da prematuridade sob o aspecto do oxigênio em documentos rotineiros sobre fibroplasia da prematuridade.

Se o autor der uma grande ênfase ao aspecto do oxigênio, indexar como, provavelmente, OXIGENOTERAPIA /ef adv – e provavelmente como secundário – mas indexar também RETINOPATIA DA PREMATURIDADE /etiol e não RETINOPATIA DA PREMATURIDADE /ind quim.

13.53   TN.169 SALIVA (A12), SALIVAÇÃO (G), GLÂNDULAS SALIVARES (A10, A14)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A secreção de saliva era indexada com o qualificador /secr com os desctitores SALIVA, GLÂNDULAS SALIVARES ou SALIVAÇÃO, devendo o indexador avaliar a inclinação do documento e o propósito do estudo para fazer a distinção entre eles. Por exemplo, SALIVA /secr referia-se ao fato ou ato de a saliva ser secretada; GLÂNDULAS SALIVARES /secr enfatizaria as glândulas salivares por si próprias anatômica ou fisiologicamente envolvidas com a secreção de saliva; e SALIVAÇÃO enfatizaria o processo de secreção. Era muito  fácil o indexador, com o texto em mãos, indexar sob SALIVA /secr quando o autor discutia a saliva por si só; ou GLÂNDULAS SALIVARES /secr quando discutia as glândulas por si só; ou SALIVAÇÃO quando o processo fosse mais importante do que a saliva ou a glândula.

Com a eliminação do qualificador /secreção do DeCS, transformando-o em um termo alternativo do qualificador /metabolismo, quando o aspecto “secreção” for estudado deve ser indexado o qualificador /metab.

(Ver nota técnica relacionada TN.181)

13.54   TN.172 Silicone

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Na diferenciação entre os termos SILIC- e seus relacionados, deve-se guiar-se por estas breves notas:

silicone             Este é o elemento

DIÓXIDO DE SILÍCIO (D1)        Este é um óxido de silicon e no DeCS está hierarquizado sob COMPOSTOS DE SILÍCIO.

SILICATOS        São sais de ÁCIDO SILÍCICO. DeCS lista também SILICATOS DE ALUMÍNIO e CIMENTO DE SILICATO (hierarquizado sob MATERIAIS DENTÁRIOS em D25).

SILICONES (D25)          Este é um polímero que contém SILICONE. É bastante usado em cirurgia protética.

13.55   TN.173 ESQUELETO (A2)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Se alguém pensar no esqueleto do “Dia das Bruxas”, o ordenamento ósseo como um todo, terá uma idéia do descritor ESQUELETO. Este descritor nunca será usado para documentos sobre “lesões do esqueleto”, “manifestações esqueléticas”, “doenças esqueléticas”, etc., quando a expressão do autor e a evidência do texto mostram obviamente a lesão óssea, manifestação óssea e doença óssea.

Se o indexador estiver tentado a usar o descritor ESQUELETO também, deve estar certo de que quer indexar o esqueleto como um todo (e não osso), ou deve resistir à tentação e indexar sob OSSO E OSSOS: haverá menos prejuízo agindo desta forma. Apesar do uso da palavra “esqueleto” em títulos, os usuários interpretam “esqueleto” como “óssos”. Infelizmente, eles perdem um documento sobre “mudanças esqueléticas em incontinência pigmentar” escondido sob ESQUELETO.

13.56   TN.174 SOCIEDADES

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Os indexadores devem diferenciar SOCIEDADES de SOCIEDADES MÉDICAS e SOCIEDADES CIENTÍFICAS. A escolha entre os três descritores é baseada na composição do quadro de membros e no status profissional dos mesmos.

SOCIEDADES MÉDICAS é usado para sociedades médicas convencionais e sociedades de médicos especialistas. A definição do DeCS diz que “o quadro de membros é limitado aos médicos”.

SOCIEDADES CIENTÍFICAS é usado para sociedades de cientistas e profissionais de disciplinas diferentes de especialidades médicas, por exemplo, American Association for the Advancement of Science, American Association of Anatomists, American Veterinary Association.

SOCIEDADES será usado para sociedades não incluídas nas definições acima.

O DeCS contém, também, os seguintes descritores: SOCIEDADES ODONTOLÓGICAS, SOCIEDADES HOSPITALARES, SOCIEDADES DE ENFERMAGEM e SOCIEDADES FARMACÊUTICAS.

ORGANIZAÇÕES também existe no DeCS e deve ser usado para grupos organizados cujos membros têm um interesse comum “na proposta de sistematizar atividades coletivamente para um fim particular”. A Illinois Organization of Mothers of Twins Clubs deve ser indexada sob ORGANIZAÇÕES e não sob SOCIEDADES.

A presença das palavras “sociedade” e “associação” nem sempre assegura o uso dos descritores de sociedade. INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS DE SAÚDE está também disponível e possui os seguintes descritores hierarquizados sob ele: AMERICAN CANCER SOCIETY, AMERICAN HEART ASSOCIATION, FEDERAÇÃO INTERNACIONAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR, ASSOCIAÇÕES DE AJUDA A DOENTES MENTAIS, CRUZ VERMELHA e ASSOCIAÇÕES DE COMBATE À TUBERCULOSE.

13.57   TN.176 ESPECIFICIDADE DA ESPÉCIE (G16)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não restringir o uso deste descritor para diferenças entre membros de única espécie no senso taxonômico verdadeiro (Rattus rattus e Rattus norvegicus; Streptococcus pyogenes e Streptococcus faecalis).

Estará correto indexar documentos sob ESPECIFICIDADE DA ESPÉCIE relacionados à diferença entre membros de qualquer unidade na estrutura taxonômica: entre filos (Protozoa e Mollusca, por exemplo), entre classes (Sporozoa e Sarcodina), entre ordens (Ungulata e Carnivora), entre famílias (gato e cachorro), bem como entre espécies (Streptococcus faecalis e Str. pyogenes) e cepas (cepas de E. coli K-12 e W) e variantes.

Embora os exemplos acima ilustrem com organismos sobre o mesmo nível taxonômico (a ordem Ungulata e Carnivora), ESPECIFICIDADE DA ESPÉCIE pode ser usado para diferenças entre membros de quaisquer dois ou mais níveis, mais alto ou mais baixo na classificação. Será correto, portanto, usar ESPECIFICIDADE DA ESPÉCIE para documentos sobre a comparação de células sanguíneas de peixes e macacos.

13.58   TN.178 Doenças supurativas

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Este descritor é indexado como SUPURAÇÃO. Entretanto, para doenças específicas com supuração como uma parte inerente do processo de doença, indexar somente sob a doença específica e NÃO coordenar com SUPURAÇÃO. Por exemplo, meningite supurativa é indexada como MENINGITE somente: não indexar também sob SUPURAÇÃO. Ocasionalmente, nestas doenças o documento pode discutir o processo supurativo ou patogênese. Embora seja bastante improvável, se surgir a ocasião, indexar sob SUPURAÇÃO (descritor secundário). Isso raramente ocorre, e o nome da doença somente é quase sempre adequado.

13.59   TN.179 COMPLICAÇÕES INTRAOPERATÓRIAS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Muitas vezes, durante procedimentos cirúrgicos, ocorrem erros que resultam na secção inadvertida de vasos sanguíneos, ureteres, etc. Se o foco do documento é sobre a lesão cirúrgica, como são chamados esses acidentes, indexar sob COMPLICAÇÕES INTRAOPERATÓRIAS (descritor primário) e o órgão com o qualificador /les (descritor primário). Se o procedimento cirúrgico é também o foco, indexá-lo como primário, mas não usar /ef adv, desde que a cirurgia por si só não esteja causando a lesão. Por exemplo, “Lesão do ducto biliar comum durante colecistectomia” é indexado sob DUCTO COLÉDOCO /les (descritor primário), COLECISTECTOMIA (descritor primário) e COMPLICAÇÕES INTRAOPERATÓRIAS (descritor primário).

13.60   TN.180 SOBREVIDA / SOBREVIVÊNCIA (SAÚDE PÚBLICA)(I3)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O DeCS colocou SOBREVIDA (termo autorizado para o descritor SOBREVIVÊNCIA (SAÚDE PÚLICA) na subcategoria I3: Atividades Humanas. Como definido pelo DeCS, SOBREVIDA deve ser restrito ao triunfo de um indivíduo ou grupo contra o perigo de uma hostilidade ambiental. Não é usado para resposta de bactérias ao ataque de uma substância antibactericida ou para reposta de uma pessoa a uma doença ou intervenção cirúrgica.

Pela implicação de sua designação na Categoria I, o DeCS definiu SOBREVIDA para ser usado para documentos sobre pessoas sobreviventes apesar de perdidas em um deserto, ou para pessoas sobreviventes ou procuradas depois de um desastre de avião nas montanhas, ou para pessoas sobreviventes de um naufrágio no mar, ou para sobrevivência de uma civilização. Nesta linha, os indexadores não usarão este descritor para sobrevivência bacteriana ou sobrevivência depois de mastectomia por câncer.

O assunto da sobrevivência bacteriana deve ser manuseado no caso de exposição a várias drogas ou substâncias químicas como o nome da bactéria ou outro micróbio com o qualificador /ef drogas e, se discutido no documento, RESISTÊNCIA MICROBIANA A MEDICAMENTOS. Apesar da sobrevivência depois da exposição a agentes físicos, como o frio ou calor, não poder ser indexada especificamente pelo aspecto “sobrevivência” (entretanto, títulos podem ser pesquisados pela palavra “sobrevivência”), não indexar SOBREVIVÊNCIA CELULAR como um substituto. Um qualificador aplicável com o micro-organismo deve ser /cresc.

O assunto da sobrevivência depois de um procedimento cirúrgico ou uma doença terrível será manuseado pelo nome do procedimento ou o nome da doença, com o qualificador /mortal.

13.61   TN.181 SUOR (A12), SUDORESE (G), GLÂNDULAS SUDORÍPARAS (A10)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O mesmo problema já foi proposto em referência a secreção de saliva (ver TN.169). A secreção de suor era indexada como SUOR /secr. SUDORESE é o processo do ato fisiológico de suar. GLÂNDULAS SALIVARES /secr para secreção do suor pelas glândulas sudoríparas era considerada como aceitável para documentos enfatizando a secreção. Novamente o texto revelaria a inclinação do documento e o indexador deveria ter pequena dificuldade para fazer a escolha.

Com a eliminação do qualificador /secreção do DeCS, transformando-o em um termo alternativo do qualificador /metabolismo, quando o aspecto “secreção” for estudado deve ser indexado o qualificador /metab.

(Ver nota técnica relacionada TN.169)

13.62   TN.183 TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDO

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não é necessário indexar rotineiramente TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDO cada vez que cultura de tecidos aparecer em um documento. E, de acordo com a definição de TÉCNICAS IN VITRO, este descritor não deve ser usado com TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDO. Não usar MEIOS DE CULTURA como um substituto para TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDO. Indexar sob MEIOS DE CULTURA somente quando o autor discutir o meio como tal e seja um ítem significante o suficiente para ser indexado. Porque o descritor TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDO é usado, não há razão especial para acrescentar MEIOS DE CULTURA rotineiramente, a menos que o meio por si só seja discutido.

Não confundir TÉCNICAS DE CULTURA DE TECIDO com CÉLULAS CULTIVADAS (Ver TN.35).

13.63   TN.186 Transfusão

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A palavra “transfusão sanguínea” ou “transfusão” aparece sozinha em títulos e com vários qualificadores. A multiplicidade de descritores e suas similaridades causam confusão na indexação.

Abaixo encontra-se uma série de descritores com definições para conceitos em suas áreas. A ajuda em relação à confusão situa-se não somente na definição, mas também na hierarquização do DeCS. Notar que dois são doenças, cinco são técnicas terapêuticas e dois são processos fisiológicos.

13.63.1                                                                                                                         CATEGORIA C

TRANSFUSÃO FETO-FETAL (C15, C16)

Passagem de sangue de um feto para outro, através de uma comunicaçäo arteriovenosa ou outra via, em uma gestaçäo de gêmeos monozigóticos. Resulta em anemia em um dos gêmeos e policitemia no outro.

TRANSFUSÃO FETO-MATERNA (C15, C16)

Passagem transplacentária de sangue fetal para dentro da circulaçäo do organismo materno.

13.63.2                                                                                                                         CATEGORIA E

TRANSFUSÃO DE SANGUE (E2)

A introduçäo de sangue total ou componente de sangue diretamente dentro da corrente sanguínea. Hierarquizados sob este descritor encontram-se cinco técnicas específicas:

 

TRANSFUSÃO DE COMPONENTES SANGUÍNEOS (E2)

Transferência dos componentes sanguíneos (como eritrócitos, leucócitos, plaquetas e plasma) de um doador para um receptor (ou de volta ao próprio doador).

 

TRANSFUSÃO DE SANGUE INTRAUTERINA (E2)

Transfusäo efetuada em um feto näo nascido, in utero, para tratamento de DOENÇAS FETAIS, muitas vezes referindo-se a transfusäo de sangue Rh-negativo para dentro da cavidade peritoneal do feto no tratamento de ERITROBLASTOSE FETAL em útero.

 

TRANSFUSÃO DE SANGUE AUTÓLOGA (E2)

Reinfusäo de sangue ou produtos de sangue derivados da circulaçäo do próprio paciente.

 

TRANSFUSÃO TOTAL (E2)

Retirada repetitiva de pequenas quantidades de sangue e substituiçäo por sangue de um doador, até que uma grande proporçäo do volume sanguíneo tenha sido substituída. É utilizada no tratamento de eritroblastose fetal, coma hepático, anemia falciforme, coagulaçäo intravascular disseminada, septicemia, queimaduras, púrpura trombocitopênica trombótica e malária fulminante.

TROCA PLASMÁTICA (E2)

Remoçäo de plasma e substituiçäo por vários fluidos, por exemplo, plasma congelado fresco, fraçöes de proteínas plasmáticas (FPP – PPF), preparaçöes de albumina, soluçöes de dextran, salina. Utilizada no tratamento de doenças auto-imunes, doenças do complexo imunológico, doenças de excesso de fatores plasmáticos e outras afecções.

13.63.3                                                                                                                         CATEGORIA G

TROCA MATERNO-FETAL (G8)

Intercâmbio de substâncias entre o sangue materno e o fetal na PLACENTA, através da CIRCULAÇÃO PLACENTÁRIA. A barreira placentária exclui a transmissäo de micróbios ou virus.

 

Transfusão sanguínea placentária.

Retorno ao recém-nascido, depois do nascimento, através das veias umbilicais, do sangue ontido na placenta. Indexar sob TROCA MATERNO-FETAL.

13.64   TN.187 Tripanossomíase experimental

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Ao indexar infecções experimentais com várias espécies de Trypanosoma, não deve-se indexar sob TRIPANOSSOMÍASE. Indexar sob o tipo específico, isto é, infecção experimental por Trypanosoma cruzi é DOENÇA DE CHAGAS. Infecção similarmente experimental por T. brucei ou T. gambiense é TRIPANOSSOMÍASE AFRICANA, não simplesmente TRIPANOSSOMÍASE.

Instruções claras sobre os organismos causadores e as infecções com as várias espécies de TRYPANOSOMA são dadas nas anotações do DeCS sob a doença e o parasita.

Deve-se ter em mente que, ao discutir sobre o Trypanosoma como um organismo e necessitar de um qualificador correspondente para coordenar, o qualificador correto é /parasitol, e não /microbiol.. Ou seja, taxa de crescimento do Trypanosoma em doença de Chagas é DOENÇA DE CHAGAS /parasitol, não /microbiol.

13.65   TN.188 TRIPANOSSOMÍASE AFRICANA (C3)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

As anotações para TRYPANOSOMA BRUCEI BRUCEI e TRYPANOSOMA BRUCEI GAMBIENSE direcionam o indexador para TRIPANOSSOMÍASE AFRICANA para infecção por T. brucei e T. gambiense.

Seguindo as instruções do DeCS, a anotação corrente diz “para tripanossomose na África tropical causada por qualquer espécie de Trypanosoma”.

13.66   TN.189 DERIVAÇÃO URINÁRIA (E4)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Indexar derivação urinária sob DERIVAÇÃO URINÁRIA, como descritor primário, e o órgão envolvido na criação do receptáculo urinário com o qualificador /cirurg (como descritor secundário). Uma vez que o uretér é usualmente a parte do trato urinário que está sendo transposto, não indexá-lo. Por exemplo, derivação urinária no íleo é indexado DERIVAÇÃO URINÁRIA (descritor primário) e ÍLEO /cirurg (descritor secundário), mas não também URETER.

13.67   TN.190 URINA /microbiologia versus BACTERIÚRIA (C1, C12, C13)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

BACTERIÚRIA é a presença de bactérias na urina com ou sem uma infecçäo do trato urinário como consequência.

Então, deve ser usado ao invés de URINA/microbiol., coordenado com BACTERIAS. Porém, não será aceitável para vírus ou outros organismos isolados da urina. Obviamente reservar BACTERIÚRIA para bactérias.

Não deve-se indexar URINA /microbiol coordenado com BACTERIAS (ou bactéria específica) ou com TÉCNICAS BACTERIOLÓGICAS quando a ênfase do documento for sobre aspectos bacteriológico-técnicos da presença de bactéria na urina, como oposto à presença clínica (BACTERIÚRIA – um descritor da Categoria C).

13.68   TN.192 PESOS E MEDIDAS (H)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Os indexadores algumas vezes interpretam mal o sentido deste descritor e usam-no incorretamente. Refere-se aos tipos e sistemas de medição e NÃO É um sinônimo para “peso”. Indexar PESOS E MEDIDAS para significar “peso” é errado.

Corretamente indexado sob PESOS E MEDIDAS são documentos como “Tabelas de conversão da British Standards Institution”, “O que é a American Standards Institution?”, “Gráficos e escalas”, “Unidades de radiação especiais”.

Corretamente indexado sob SISTEMA MÉTRICO estaria “Adaptar para o sistema métrico e decimal”, “Miligramas, miliequivalentes ou unidades de desvio padrão”.

Uma vez que “peso” não significa “pesos” como costumamos usá-lo, o documento “Variação de peso de comprimidos” não deve ser indexado sob PESOS E MEDIDAS.

13.69   TN.193 /veterinária com descritores da Categoria C22

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A Categoria C22 contém descritores quase exclusivamente de doenças animais, e tanto a lógica quanto as anotações do DeCS indicam que não se deve usar /vet com estes descritores.

Não é irracional pensar em /vet com muitos dos descritores desta categoria, mas /vet com descritores de doenças patentemente animais estará errado. Por exemplo:

PANLEUCOPENIA FELINA /vet

SALMONELOSE ANIMAL /vet

Para ajudar os indexadores, nestes descritores existe a anotação “pré-codificado ANIMAIS”, para que o mesmo não seja esquecido.

Todos os indexadores, particularmente aqueles que indexam documentos sobre veterinária e parasitologia, devem familiarizar-se com os descritores da Categoria C22.

13.70   TN.194 DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS (C18)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Uma deficiência nutricional é, geralmente, causada pela falta ou pela ingestão inadequada de uma substância. Deve-se distinguir, cuidadosamente, uma doença deficitária de uma doença metabólica (ingestão adequada mas com problemas no metabolismo). Estas últimas devem ser indexadas sob DOENÇAS METABÓLICAS como coordenação ou ERROS INATOS DO METABOLISMO ou um dos descritores específicos hierarquizados sob ele.

O qualificador /defic está disponível para uso com descritores da Categoria D. As notas do DeCS colocam algumas restrições em descritores da Categoria D específicos, onde o uso de /defic seria uma oposição ao bom senso ou à definição do DeCS, ou indicam um descritor pré-coordenado melhor.

/deficiência é usado com substâncias específicas, mas não como coordenação para DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS, descritor que deve ser usado como primário somente em documentos sobre doenças deficitárias no geral.

DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS não deve ser confundido com várias deficiências de enzimas, as quais devem ser indexadas (provavelmente) sob o nome da enzima e do descritor do erro inato do metabolismo apropriado, ambos como primários. Para deficiência de enzimas ver TN.222.

DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS não deve ser usado para deficiências de componentes imunológicos do sangue. (Ver notas técnicas relacionadas TN.223 e TN.225).

Várias deficiências endócrinas não devem ser indexadas sob DEFICIÊNCIAS NUTRICIONAIS . Muitas delas se manifestam de modo a serem indexadas sob descritores da Categoria C19 (DOENÇAS DO SISTEMA ENDÓCRINO). Nesses casos, deve-se indexar o hormônio com o qualificador apropriado e/ou o nome da doença endócrina específica.

13.71   TN.195 /ultraestrutura e MICROSCOPIA ELETRÔNICA

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não deve-se assumir que se o qualificador /ultraest foi usado não é necessário indexar também sob MICROSCOPIA ELETRÔNICA, mesmo que ilustrações micrográficas estejam presentes.

Se um artigo de 12 páginas mostrar 4 páginas de ilustrações sobre microscopia eletrônica, deve ser indexado sob MICROSCOPIA ELETRÔNICA (descritor secundário) também.

É verdade que a maior parte dos documentos sobre /ultraest mostram um ou dois micrógrafos. Esses documentos não necessitam ser indexados também sob MICROSCOPIA ELETRÔNICA.

Porém, não há regra que diga quando MICROSCOPIA ELETRÔNICA deve ser usado ou não, se /ultraest foi usado. Deve-se indexar sob MICROSCOPIA ELETRÔNICA (descritor secundário) sempre que a presença do mesmo vá ajudar aos cientistas ou quando o número de micrógrafos permita sua inclusão.

Tanto /ultraest quanto MICROSCOPIA ELETRÔNICA são discutidos em 8.6.21.

13.72   TN.196 GENÉTICA MICROBIANA (H1)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Ao indexar no campo da genética microbiana, deve-se indexar sob o micro-organismo específico com o qualificador /genet (descritor primário) e o descritor de genética específico (descritor primário), mas não também sob GENÉTICA MICROBIANA. Isto segue o princípio de evitar o geral e o específico numa mesma indexação. Apesar de haver exceções a este princípio, este caso não é um deles.

Para conceitos específicos como “genes encaracolados de Neurospora” ou “replicação cromossômica de E. coli” não indexar sob GENÉTICA MICROBIANA, uma vez que há descritores mais específicos: GENES FÚNGICOS (descritor primário) + NEUROSPORA /genet (descritor primário) e CROMOSSOMOS BACTERIANOS (descritor primário) + ESCHERICHIA COLI /genet (descritor primário).

13.73   TN.198 IRRADIAÇÃO CORPORAL TOTAL (E5)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

IRRADIAÇÃO CORPORAL TOTAL é uma técnica específica. Deve ser indexado como descritor primário quando o ponto principal do documento seja a irradiação do organismo inteiro ou do corpo, como em “o efeito da irradiação corporal total sobre o processo imune”, onde o autor refere-se ao corpo todo.

EFEITOS DA RADIAÇÃO deve ser usado somente para documentos em geral. IRRADIAÇÃO CORPORAL TOTAL deve ser usado como descritor primário ainda menos que EFEITOS DA RADIAÇÃO.

Não procurar rotineiramente “irradiação corporal total” em cada documento sobre radiação indexado. Indexar sob IRRADIAÇÃO CORPORAL TOTAL somente quando for importante para um método experimental de irradiação. Na maior parte dos documentos provavelmente não será o ponto principal e deve ser ignorado. Não é um substituto para /ef rad. É somente uma ampliação desse qualificador e será descritor secundário.

13.74   TN.199 ZOONOSES (C1, C22)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

ZOONOSES apresenta um problema particular. Aqui encontra-se uma amplificação da anotação do DeCS.

Indexar sob ZOONOSES documentos gerais ou doenças zoonóticas inespecíficas em geral. Seguem títulos corretamente indexados sob ZOONOSES.

  • Avanços recentes em zoonoses virais;
  • Terapia de infecções zoonóticas por vacina;
  • A importância global de zoonoses parasitárias.

Não indexar cada documento sobre a transmissão de doenças entre homens e animais como ZOONOSES. Indexar sob a doença com o qualificador /transm. Indexar sob ZOONOSES (provavelmente descritor secundário) somente se o aspecto zoonótico for discutido.

Doenças que não se tem conhecimento se são zoonóticas não são indexadas rotineiramente sob ZOONOSES. Indexar ali somente quando o processo zoonótico for discutido, e provavelmente como descritor secundário. “Raiva de morcegos” é indexado sob RAIVA, mas não também sob ZOONOSES; “Raiva como doença zoonótica” é indexado como RAIVA (descritor principal) e ZOONOSES (descritor secundário).

13.75   TN.201 BACTÉRIAS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Ao indexar uma bactéria, deve-se procurar o gênero e a espécie. Se existir descritor específico para o gênero-espécie, deve-se usá-lo. Se houver descritor apenas para o gênero, deve-se utilizar este. Porém, se não houver descritor para a espécie, deve-se verificar em obras de referência da área de bacteriologia para ver se um gênero-espécie específico não faz parte de outra categoria de bactéria e não do gênero no geral.

13.76   TN.209 Microorganismos e doença

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não assumir que um documento sobre a presença de micro-organismos em um órgão ou em um animal seja um documento sobre a doença do órgão ou animal. É possível indexar um documento sobre a presença de Salmonella no trato biliar sem indexar sob INFECÇÕES POR SALMONELLA.

A existência de todos os qualificadores apropriados designados pelo DeCS para a Categoria B indica a possibilidade de descrever organismos independentemente da doença que eles causam.

13.77   TN.214 ESTADIAMENTO DE NEOPLASIAS (E1)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O estadiamento de neoplasias é uma faceta de sua patologia, não de sua classificação, e o qualificador apropriado é /patol, não /clas.

Classificar neoplasias não é o mesmo que estadiá-las. É possível classificar tumores de várias maneiras: por tipo de célula, por tecido de origem, por local, pela nomenclatura, por outros caminhos que o autor escolher para agrupá-los (ocorrência epidemiológica, raça, sexo, idade, etnicidade, bioquímica, etc.).

O DeCS define ESTADIAMENTO DE NEOPLASIAS como “a extensão da neoplasia no paciente”.

Indexar a fase do câncer sob o tipo histológico com o qualificador /patol (descritor primário), o órgão/neoplasia com o qualificador /patol (descritor primário) e ESTADIAMENTO DE NEOPLASIAS (descritor secundário), sem qualificador.

Não confundir “estadiamento” com “graduação” que é a palavra usada para o grau de malignidade, não a extensão.

13.78   TN.222 Deficiências enzimáticas

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Defeitos enzimáticos ou deficiências enzimáticas são erros inatos do metabolismo. Indexar na área de bioquímica e de doenças metabólicas não é um problema porque o DeCS não somente fornece o qualificador /defic para uso com enzimas como também disponibiliza um grande número de doenças metabólicas sob ERROS INATOS DO METABOLISMO.

O quadro dos defeitos enzimáticos é muito grande, variando clinicamente do assintomático, passando pelo moderado até o fatal. Esta variação, porém, não é passível de indexação. A literatura escreve sobre a enzima como uma enzima, ou sua deficiência como uma deficiência enzimática, ou a deficiência enzimática como uma entidade clínica.

Não há alteração na política de indexação em relação às deficiências enzimáticas:

  • se um documento discutir a deficiência enzimática, indexar sob o nome da enzima ou grupo enzimático do DeCS com o qualificador /defic, por exemplo, PEROXIDASE/defic;
  • se um documento discutir a doença, indexar sob o descritor da doença, por exemplo, HIPOFOSFATASIA, SÍNDROME DE LESCH-NYHAN;
  • se um documento discutir ambos, indexar sob ambos, por exemplo, GALACTOSILGALACTOSILGLUCOSILCERAMIDASE T /defic e DOENÇA DE FABRY;
  • em geral, não é necessário coordenar a enzima /defic com ERROS INATOS DO METABOLISMO ou outro descritor hierarquizado sob ele.

(Ver nota técnica relacionada TN.194)

13.79   TN.223 SÍNDROMES DE IMUNODEFICIÊNCIA (C20)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Este descritor é definido pelo DeCS como “Síndromes nas quais há deficiência ou defeito nos mecanismos de imunidade, tanto celular como humoral”. Este descritor, provavelmente, incluirá os termos “imunodeficiência” ou “estado deficitário imune” vistos na literatura, sem referência a componentes imunológicos específicos. Inclui, também, as doenças hierarquizadas sob C20 até C20.673.

Notar que SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (SIDA) também está disponível.

Não usar o descritor SÍNDROMES DE IMUNODEFICIÊNCIA como um substituto para ou como coordenação para deficiências de imunoproteínas específicas hierarquizadas sob IMUNOPROTEÍNAS. Devem ser manuseadas de modo diferente, como detalhado em TN.224 e TN.225.

(Ver nota técnica relacionada TN.194)

13.80   TN.224 IMUNOGLOBULINAS versus GAMA-GLOBULINAS (D12)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Por vários anos tem havido confusão no que diz respeito aos vários métodos de nomear soroglobulinas. Os três métodos básicos são eletroforese, peso molecular e propriedades imunológicas.

  • Através da eletroforese, todas as seroglobulinas são classificadas em três regiões: alfa, beta e gama;
  • Através da ultra-centrifugação, as globulinas são separadas por peso molecular e são medidas em unidades Svedberg (S), por exemplo, 7S globulinas;
  • Certas seroglobulinas contém todas as propriedades imunológicas e, portanto, são colocadas na classe de imunoglobulinas.

Esta nota técnica não discutirá um quarto método, a salinação (frações Cohn), a precipitação de proteínas do sangue com concentrações elevadas de sulfato de amônio.

Originalmente pensava-se que as globulinas imunológicas enquadravam-se na classificação eletroforética como gama-globulinas. Assim, surgiram os descritores de doença AGAMAGLOBULINEMIA (TN.225), HIPERGAMAGLOBULINEMIA, gamopatia (TN.226), gama-globulinopatias, etc. – todas referindo-se às gama-globulinas como uma classe, não como uma única entidade.

Mais tarde descobriu-se que as gama-globulinas podem ser separadas por peso molecular em dois grupos distintos, IMUNOGLOBULINA G e IMUNOGLOBULINA M.

Pesquisas imunológicas posteriores provaram que há cinco classes distintas de imunoglobulinas. Todas são gama globulinas (a classe). As imunoglobulinas IGG migram vagarosamente e ocupam a maior parte da região gama. O restante mostra componentes migrando também para regiões beta. Por peso molecular elas geralmente caem na esfera das imunoglobulinas G e imunoglobulinas M, mas, geralmente, o descritor IMUNOGLOBULINA G refere-se a IGG. Os outros três, IGA, IGD e IGE são ligeiramente mais pesados. A distinção entre IGG, IGM, IGD, IGA e IGE é feita pela presença de antígenos únicos em cada classe.

Os descritores do DeCS ALFA-GLOBULINAS, BETA-GLOBULINAS e GAMA-GLOBULINAS representam mais as classes de globulinas do que entidades específicas de proteínas.

(Ver nota técnica relacionada TN.223)
(Ver nota técnica relacionada TN.225)

13.81   TN.225 Deficiências de imunoglobulinas

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O conceito de “deficiência de imunoglobulinas” é uma faceta específica de SÍNDROMES DE IMUNODEFICIÊNCIA (TN.223 ; C20.673). Deficiência imunológica é definida como a ausência parcial ou total de imunoglobulinas do sangue. Não se refere a deficiências de outros componentes imunológicos do sangue, como, por exemplo, os Complementos.Há dois tipos gerais de deficiência de imunoglobulina:

depleção de todos os tipos de imunoglobulinas, indexada como AGAMAGLOBULINEMIA.

ausência de imunoglobulinas selecionadas ou isoladas, indexadas como DISGAMAGLOBULINEMIA e a imunoglobulina selecionada com o qualificador /defic.

TN.224 explica porque componentes de não-gama-globulinas figuram historicamente como termo A-, HIPO- e DIS- gama-globulina -EMIA.

Indexar deficiências de imunoglobulinas específicas sob o descritor específico com o qualificador /defic (descritor primário) e DISGAMAGLOBULINEMIA (descritor primário). Por exemplo, IMUNOGLOBULINA E /defic (descritor primário) e DISGAMAGLOBULINEMIA (descritor primário).

IMUNOGLOBULINAS /defic é permitido, mas deve-se verificar o documento para ver se SÍNDROMES DE IMUNODEFICIÊNCIA é aplicável.

(Ver nota técnica relacionada TN.223)
(Ver nota técnica relacionada TN.194)

13.82   TN.226 Gamopatias (gamapatias)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Gamopatias são definidas como transtornos imunoproliferativos manifestados por imunoglobulinas excessivas ou fragmentos de imunoglobulinas no sangue. A TN.224 explica porque elas não se referem ao descritor DeCS GAMA-GLOBULINAS.

Há dois tipos básicos de gamopatia:

  • monoclonal: um excesso de imunoglobulinas de uma classe produzida por um único clone de células;
  • policlonal (diclonal, biclonal): um excesso de imunoglobulinas de várias classes.

O descritor geral para estas gamopatias ou excessos de imunoglobulinas é HIPERGAMAGLOBULINEMIA. Indexar sob este descritor as hipergamaglobulinemias gerais ou inespecíficas.

Para um excesso de imunoglobulinas específicas (IGA, IGD, etc.) coordenar a imunoglobulina específica (descritor primário) com HIPERGAMAGLOBULINEMIA (descritor primário).

Se a estrutura é dada como uma cadeia leve, acrescentar também CADEIAS LEVES DE IMUNOGLOBULINA ou específicos, como descritor primário ou secundário, dependendo do ponto principal do documento e da quantidade de texto devotada à natureza da cadeia.

Se uma imunoglobulina de cadeia pesada deve ser indexada, indexar somente sob DOENÇA DAS CADEIAS PESADAS (descritor primário) e a globulina de cadeia pesada específica (CADEIAS ALFA DE IMUNOGLOBULINAS, etc.) correspondente à imunoglobulina específica (IMUNOGLOBULINA A, etc.), como descritor primário.

Gamopatias

Inespecíficas   IGA ou IGD ou IGE ou IGG ou IGM (descritor primário)
HIPERGAMAGLOBULINEMIA (descritor primário)

Cadeia leve      IGA ou IGD ou IGE ou IGG ou IGM (descritor primário)
HIPERGAMAGLOBULINEMIA (descritor primário)
CADEIAS LEVES DE IMUNOGLOBULINA ou
CADEIAS KAPPA DE IMUNOGLOBULINA ou
CADEIAS LAMBDA DE IMUNOGLOBULINA (descritor primário ou secundário)

Cadeia pesada DOENÇA DAS CADEIAS PESADAS (descritor primário)
CADEIAS ALFA DE IMUNOGLOBULINA ou
CADEIAS DELTA DE IMUNOGLOBULINA ou
CADEIAS ÉPSILON DE IMUNOGLOBULINA ou
CADEIAS GAMA DE IMUNOGLOBULINA ou
CADEIAS MU DE IMUNOGLOBULINA (descritor secundário)

13.83   TN.228 Fatores plaquetários e suas deficiências

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Há os descritores FATOR PLAQUETÁRIO 3 e FATOR PLAQUETÁRIO 4 no DeCS. Se necessitar indexar outros fatores plaquetários, coordenar PLAQUETAS (descritor principal) e FATORES DE COAGULAÇÃO SANGUÍNEA (descritor principal).

Indexar deficiências do fator plaquetário em geral sob PLAQUETAS (descritor principal) e TRANSTORNOS DA COAGULAÇÃO SANGUÍNEA (descritor principal).

Indexar deficiência do fator plaquetário 1 como DEFICIÊNCIA DO FATOR V; deficiência do fator plaquetário 3 como TRANSTORNOS PLAQUETÁRIOS; indexar deficiência do fator plaquetário 4 como PLAQUETAS (descritor principal) mais TRANSTORNOS DA COAGULAÇÃO SANGUÍNEA (descritor principal).

13.84   TN.230 ANTÍGENOS DE GRUPOS SANGUÍNEOS

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Embora os imunohematologistas façam distinção entre os termos “sistema”, “grupo” e “fator”, a terminologia do DeCS nem sempre reflete estas distinções. Por exemplo, quando Fator RH entrou no vocabulário, era correto para o estado de pesquisa do sistema naquela época. Agora, SISTEMA DO GRUPO SANGUÍNEO RH-HR cobre melhor este campo.

Não obstante a riqueza da terminologia nesta área, a interrupção detalhada dos fatores dentro dos sistemas e a sobreposição de subgrupos, os descritores DeCS disponíveis hoje estão razoavelmente adequados.

Em adição ao descritor ANTÍGENOS DE GRUPOS SANGUÍNEOS, o DeCS possui 10 descritores específicos de grupos sanguíneos. Embora haja centenas de tipos de sangue humanos (por exemplo, Colton, Diego, Ola Ware), o texto dos documentos geralmente fornece informação suficiente para permitir ao indexador optar por um dos descritores do DeCS.

Indexar o fator sanguíneo de aglutininas (por exemplo, anti-B, anti-Lewis) sob o descritor do grupo sanguíneo (descritor primário) coordenado com AGLUTININAS (descritor primário).

Ao indexar qualquer conceito de grupo sanguíneo, o qualificador para o animal ou doença coordenado será /sangue, e não /imunol ou /genet.

Grupos sanguíneos do chimpanzé.

ANTÍGENOS DE GRUPOS SANGUÍNEOS *

PAN TROGLODYTES /sangue *

(e não PAN TROGLODYTES /imunol)

Grupos sanguíneos na úlcera péptica.

ANTÍGENOS DE GRUPOS SANGUÍNEOS *

ÚLCERA PÉPTICA /sangue *

(e não ÚLCERA PÉPTICA /imunol)

Se /imunol ou /genet for outro aspecto necessário, deve-se usá-los.

13.85   TN.238 Descritores de articulação

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Porque nosso sistema carrega conceitos como óssos, locais e articulações, porque a hierarquização não faz uma distinção absoluta entre estes conceitos, e porque os autores usam palavras perdidas como “quadril”, “ombro”, “joelho” nos títulos para se referir aos óssos, locais e articulações intercambiavelmente, fica difícil para o indexador buscar pelo sentido exato no texto do documento.

Usar as diretrizes abaixo para fazer diferença entre estes pares:

TORNOZELO    DEDOS
ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO             ARTICULAÇÃO DOS DEDOS

JOELHO            DEDOS DO PÉ
ARTICULAÇÃO DO JOELHO             ARTICULAÇÃO DO DEDO DO PÉ

COTOVELO      QUADRIL
ARTICULAÇÃO DO COTOVELO             ARTICULAÇÃO DE QUADRIL

OMBRO            PUNHO
ARTICULAÇÃO DO OMBRO             ARTICULAÇÃO DO PUNHO

  1. Documentos sobre a anatomia desses pares têm uma inclinação para o descritor de lugar ou do osso com o qualificador /anat, mais do que ao descritor de articulação, como “medida da circunferência do joelho” será JOELHO /anat, mas “parâmetros articulares do joelho” será certamente ARTICULAÇÃO DO JOELHO /anat.
  2. Documentos sobre estabilidade, movimento, articulação, goniometria, biomecânica, comportamento mecânico, flexão, espaço cartilaginoso e similares, serão provavelmente indexados sob o descritor de articulação, com o qualificador /fisiol, como “goniometria do movimento total do joelho”, indexado sob ARTICULAÇÃO DO JOELHO /fisiol.
  3. Documentos sobre radiografia desses pares tendem a ser indexados sob o lugar ou área com o qualificador /diagnóstico por imagem. Isto porque em observações por raios-x ao redor ou adjacentes aos óssos são usualmente de interesse.
  4. Os seguintes descritores irão requerer coordenação com o descritor de articulação, não com o descritor do osso nem do local:

BOLSA SINOVIAL             MEMBRANA SINOVIAL

CARTILAGEM ARTICULAR             LÍQUIDO SINOVIAL

LIGAMENTOS ARTICULARES

  1. Cartilagem pode ser articular ou não-articular. Se evidentemente coordenado com o descritor de articulação, CARTILAGEM ARTICULAR é o descritor correto. De maneira contrária, se o indexador usar o descritor CARTILAGEM ARTICULAR, então a coordenação apropriada é o descritor de articulação, não o descritor de local ou osso.
  2. Doenças tenderão a ser indexadas com o descritor de osso ou articulação, mais do que com o descritor de local.
  3. DOR tende a ser coodenada com o descritor de articulação, mas dor no local ou no osso também é possível.
  4. Os seguintes processos de doenças gerais na Categoria C5 sob ARTROPATIAS em C5.550 devem ser coordenados com o descritor de articulação, não com o de local:

ANQUILOSE

ARTRITE

ARTROGRIPOSE

ARTROPATIA NEUROGÊNICA

BURSITE

CONDROCALCINOSE

CONTRATURA

GOTA

HEMARTROSE

HIDRARTROSE

OSTEOARTRITE

OSTEOARTROPATIA HIPERTRÓFICA PRIMÁRIA

OSTEOARTROPATIA HIPERTRÓFICA SECUNDÁRIA

PERIARTRITE

SINOVITE

  1. Todas as doenças específicas na Categoria C5 sob ARTROPATIAS em C5.550, quando necessárias como coordenação com um órgão específico, serão naturalmente coordenadas com o descritor de articulação, não com o de local.
  2. Os transtornos do desenvolvimento envolvendo cartilagem e vistos nos vários descritores de -CONDRO- na Categoria C5 sob DOENÇAS DO DESENVOLVIMENTO ÓSSEO (chondro- em grego é a cartilagem em latim) serão provavelmente coordenados com o descritor de articulação quando necessário.
  3. O local da doença de pele e das neoplasias da pele em relação a estes pares será indexada com o descritor do local, e provavelmente como secundário. O ponto principal do documento sobre um carcinoma basocelular da pele no cotovelo não significa COTOVELO como um conceito principal.

Deve ser notado que as diretrizes acima são somente diretrizes; as instruções aqui são destinadas a fazerem o indexador aproximar-se a estes descritores de local/osso/articulação consistentes, mas não podem prevalecer sobre o texto do autor.

Usualmente o texto fornece ao indexador informação precisa suficiente para aplicar estas sugestões, mas haverá ocasiões em que o indexador terá que raciocinar duramente para escolher corretamente entre o local ou a articulação. Estes exemplos de imprecisão são a minoria. Seguindo as orientações acima o indexador quase sempre tomará a decisão correta.

13.86   TN.241 SERPENTES e VENENOS DE SERPENTES

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O gênero ou família de uma cobra é importante para um indexador por causa da divisão dos descritores específicos sob VENENOS DE SERPENTES pela família da cobra. A identidade do gênero da cobra leva ao descritor de veneno específico correto.

A tabela abaixo fornece instruções de indexação sobre vários venenos de cobras com atenção ao descritor de cobra-veneno.

Gênero Nome Comum Descritor do veneno
Acanthophis Australian death adder VENENOS ELAPÍDICOS
Agkistrodon American copperhead; water moccasin VENENOS DE CROTALÍDEOS
Ancistrodon same as above VENENOS DE CROTALÍDEOS
Astrotia VENENOS DE HIDROFÍDEOS
Atractaspis mole viper VENENOS DE VÍBORAS
Austrelaps Australian copperhead VENENOS ELAPÍDICOS
Bitis puff adder; Gaboon viper VENENOS DE VÍBORAS
Bothrops fer-de-lance VENENOS DE CROTALIDEOS
Bungarus krait VENENOS ELAPÍDICOS
Causus night adder VENENOS DE VÍBORAS
Cerastes horned viper; sand viper VENENOS DE VÍBORAS
Crotalus rattlesnake VENENOS DE CROTALÍDEOS
Dendroaspis mamba VENENOS ELAPÍDICOS
Denisonia Australian copperhead VENENOS ELAPÍDICOS
Dispholidus boomslang VENENOS DE SERPENTES
Echis saw-scaled viper; carpet viper VENENOS DE VÍBORAS
Enhydrina VENENOS ELAPÍDICOS
Hemachatus ringhals, rinkals; spitting cobra VENENOS ELAPÍDICOS
Hydrophis VENENOS ELAPÍDICOS
Lachesis bushmaster VENENOS DE CROTALÍDEOS
Lapemis VENENOS ELAPÍDICOS
Laticauda VENENOS ELAPÍDICOS
Micrurus coral snake VENENOS ELAPÍDICOS
Naja cobra VENENOS ELAPÍDICOS
Notechis tiger snake VENENOS ELAPÍDICOS
Oxyuranus taipan VENENOS ELAPÍDICOS
Parademansia Australian fierce snake VENENOS ELAPÍDICOS
Pelamis VENENOS ELAPÍDICOS
Pseudechis Australian black snake;king brown snake VENENOS ELAPÍDICOS
Sistrurus pygmy rattlesnake VENENOS DE CROTALÍDEOS
Thelotornis bird snake; twig snake; vine snake VENENOS DE SERPENTES
Trimeresurus habu VENENOS DE CROTALÍDEOS
Vipera European adder; European viper; Russell’s viper VENENOS DE VÍBORAS

13.87   TN.242 Descritores de IMUNIDADE

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Seguem algumas recomendações sobre o uso do descritor IMUNIDADE. O caráter geral relaciona a indexação destes descritores como secundários de acordo com a política de indexação e com a necessidade de fazer o uso deste descritor como principal mais útil.

  1. IMUNIDADE, de acordo com a anotação do DeCS, deve ser usado como principal somente para documentos gerais. O processo imune em uma doença específica é indexado sob a doença com o qualificador /imunol (descritor principal) e IMUNIDADE (descritor secundário), como ARTRITE /imunol (descritor principal) mais IMUNIDADE (descritor secundário). A única exceção recomendada pelos imunologistas é que o processo imune em estados fisiológicos e outros conceitos selecionados – nenhum dos quais pode ser indexado com o qualificador /imunol – seja principal. Entretanto, a regra de IMUNIDADE (descritor secundário) com uma doença específica ou um grupo de doenças deve ser seguida rigidamente.
  2. IMUNIDADE ATIVA como descritor principal para documentos gerais somente e descritor secundário com doenças específicas, exatamente como a política para IMUNIDADE, detalhada acima.
  3. IMUNIZAÇÃO PASSIVA é um descritor da Categoria E e, portanto, refere-se a uma técnica de imunização. Quando IMUNIZAÇÃO PASSIVA for indexado, deve ser descritor principal.
  4. IMUNIDADE CELULAR e IMUNIDADE HUMORAL não apresentam problema. Estes descritores devem ser indexados como secundários quando a doença específica for descritor principal.

13.88   TN.243 TRANSPLANTE (E4)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Desde a introdução do descritor TRANSPLANTE no DeCS era feita a coordenação de um dos tipos específicos com o órgão ou tecido transplantado. Por causa da situação dos transplantes na medicina de hoje, essa coordenação rotineira não é mais necessária.

O método de transplante é usualmente pré-determinado pela natureza da doença a ser tratada e pela identidade do órgão a ser transplantado. Por isso ser presumido como sendo um conhecimento médico básico, o tipo de transplante como uma coordenação não é necessário todas as vezes em que aparece em cada documento. Isto é, para enxertos de pele o transplante autólogo é usado, para transplante de rim e coração, órgãos homólogos são usados.

Portanto, não coordenar rotineiramente o órgão indexado com /transpl com TRANSPLANTE AUTÓLOGO, TRANSPLANTE HOMÓLOGO ou TRANSPLANTE ISOGÊNICO. Indexar estes descritores somente quando forem o ponto principal do documento ou forem especialmente discutidos ou comparados com outro.

Ou seja, na maior parte dos documentos sobre enxerto de pele, TRANSPLANTE DE PELE  (descritor primário) é adequado, sem coordenar TRANSPLANTE AUTÓLOGO; na maior parte dos documentos sobre transplante de coração, transplante de rim, transplante de córnea, etc., TRANSPLANTE HOMÓLOGO não deve ser acrescentado.

Porque em imunologia do transplante heterólogo o transplante ainda é em geral experimental, continuar a usar TRANSPLANTE HETERÓLOGO como coordenação e como descritor primário.

Dos descritores específicos de transplante, TRANSPLANTE AUTÓLOGO é agora pouco usado. TRANSPLANTE HETERÓLOGO continua como antes. TRANSPLANTE ISOGÊNICO, um tipo mais específico de transplante homólogo, deve seguir a prática de TRANSPLANTE HOMÓLOGO e deve ser indexado como coordenação somente quando a raça do animal for debatida.

Não confundir TRANSPLANTE HETERÓLOGO com BIOPRÓTESE ou CURATIVOS BIOLÓGICOS.

13.89   TN.244 LECTINAS DEPLANTAS (D12)

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A definição do DeCS para LECTINAS DE PLANTAS é “Substâncias protéicas ou glicoprotéicas, usualmente de
origem vegetal que ligam-se a moléculas de açúcar em paredes celulares ou membrana e assim
modificam a fisiologia da membrana para causar aglutinaçäo, mitose ou outras mudanças
bioquímicas nas células”.

As lectinas são usadas predominantemente na literatura como uma ferramenta de pesquisa, mas deveria ser dada atenção especial em documentos como os seguintes:

  • Isolamento e caracterização de uma lectina do agrião de jardim (Lepidium sativum);
  • Lectinas de ligação de Galactose D isolada de sementes de Butea frondosa, Erythrina indica e Momordica charantia;
  • Coloração de lectinas em membrana da célula plasmática de mamíferos e proteínas de sementes de plantas;
  • Especificidade de sítios de ligação de lectinas da Bauhinia purpurea alba, Sophora japonica e Wistaria floribunda.

Em relação a LECTINAS DE PLANTAS, a identidade da planta da qual a lectina é derivada e quantas vezes a fonte aparece dentro da planta é de importância para os especialistas. Frequentemente “sementes” e “germe de trigo” aparecem nos títulos.

Neste campo de pesquisa, deve-se seguir as seguintes diretrizes gerais:

  1. Indexar sob LECTINAS DE PLANTAS (descritor principal) com um qualificador apropriado.
  2. Indexar sob o nome da planta (descritor secundário) sem qualificador se o nome da planta específica estiver no DeCS. Se a planta não estiver no DeCS, não indexar sob PLANTAS, uma vez que a definição do DeCS diz que a maior parte das lectinas têm sua origem em plantas; se a planta não estiver no Decs, não indexar sob PLANTAS COMESTÍVEIS ou FRUTAS, uma vez que estes descritores são geralmente reservados para documentos orientados para alimentos e nutrição.
  3. Indexar sob o nome da planta como descritor principal somente se o ponto principal do documento for a identidade da planta e se o documento não for sobre o isolamento ou caracterização da lectina.
  4. Se “sementes” estiver no título, indexar sob SEMENTES (descritor secundário), mas não usar um qualificador.

Se “sementes” não estiver no título, não procurá-las fora dele, a menos que um ponto particular seja feito pelo autor na discussão.

Se não for discutido, deve ser ignorado. Se o autor fizer um apontamento da derivação da lectina da semente como oposto a outras partes da planta, então indexar sob SEMENTES (descritor secundário), sem qualificador.

13.90   TN.245 FILATELIA e NUMISMÁTICA

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

A maior parte dos documentos indexados sob FILATELIA representa, usualmente, artigos sobre médicos homenageados pela emissão de selos especiais por um determinado país.

Há documentos ocasionais sobre selos comemorativos em geral: “Filatelia médica: o caminho para a medicina moderna”, “Filatelia médica: medicina missionária”, “A história da tuberculose ilustrada por selos”.

Deve-se apontar descritores para cobrir os seguintes aspectos:

  • FILATELIA (descritor principal) sem qualificador;
  • Nome da personagem histórica ou do médico no campo de Individuo como Tema;
  • ARTIGO HISTÓRICO [TIPO DE PUBLICAÇÃO];
  • campo da especialidade da pessoa, com o qualificador /hist (descritor secundário);
    ou
  • doença ou outro conceito a que se refere o assunto da comemoração, com o qualificador /hist (descritor primário);
  • um descritor geográfico para a pessoa;
  • um descritor geográfico para o país que está publicando o selo.

Os princípios para indexação de documentos sobre NUMISMÁTICA são os mesmos que para selos.

Notar a definição do DeCS para NUMISMÁTICA: “estudo de moedas, símbolos, medalhas, etc. Porém, normalmente se refere a medalhas que pertencem à história da medicina”. Não deve-se confundir a referência a “medalhas” com as medalhas oferecidas como presente para pessoas que sejam homenageadas com distinções e prêmios. Para este aspecto é adequado indexar sob DISTINÇÕES E PRÊMIOS. NUMISMÁTICA cobrirá um documento ocasional que descreva a oferta de uma medalha comemorativa a uma pessoa específica ou que descreva ou conte a história de uma medalha propriamente dita.

13.91   TN.H Nomes de Santos no campo de Indivíduo como Tema

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Entrar o nome do Santo na forma invertida, como:

Apollonia, Saint

Cosmas and Damian, Saints

Hildegard, Saint

Thomas, Saint

Esta forma de entrada do nome está relacionada somente com personagens religiosas históricas. Não tem a ver com a entrada de nomes de autores que contenham Saint ou St. em várias formas. Não há alteração aqui: P. Saint André, como autor, é colocado como Saint André, P, e I. St. Lawrence é colocado como St. Lawrence, I. Não se deve uniformizar, pois o nome do autor mostra suas preferências familiares pessoais.

13.92   TN.J Indexação de Plantas Chinesas

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

Não colocar em maiúsculas os nomes de plantas chinesas (wu wei zi; longdan xiegan tang). Se o nome chinês e o nome científico ou taxonômico for dado, usar ambos no título. Não colocar em maiúsculas o nome chinês, mas seguir o estilo de maiúsculas de nomes científicos: Genus species Author, como Forsythia suspensa Vahl., Lysium afrum L.

Muitas partes específicas de plantas são usadas e o nome da parte é dado em Latin. As mais comuns são flores (flores), radix ou radices (raíz ou raízes), fructus (frutas), folium ou folia (folha ou folhas), nux ou nuces (noz ou nozes), oleum (óleo), succus (suco). Não colocar em maiúscula estas palavras ou outras que denotem uma parte da planta. Naturalmente o nome científico da planta será colocado em maiúscula como usual: fructus Psoraleae, radix Astragali.

O descritor MEDICAMENTOS DE ERVAS CHINESAS é definido como “Extratos de ervas ou plantas chinesas usadas como drogas para tratar doenças ou para promover bem estar geral. Näo inclui os compostos sintéticos preparados na China”.

Notar que por esta definição plantas e ervas usadas terapeuticamente na medicina chinesa encontram-se sob este termo da Categoria D.

Indexar um documento sobre a estrutura ou composição química de uma planta na medicina chinesa sob PLANTAS (descritor principal) ou PLANTAS MEDICINAIS (descritor principal) e MEDICINA TRADICIONAL CHINESA (descritor secundário).

Se o nome da planta for um descritor DeCS, indexar sob o descritor do nome da planta (descritor principal) e MEDICINA TRADICIONAL CHINESA (secundário).

Indexar um documento sobre extratos ou substâncias de plantas usados terapeuticamente na medicina chinesa sob MEDICAMENTOS DE ERVAS CHINESAS (descritor principal) e não acrescentar PLANTAS ou PLANTAS MEDICINAIS ou MEDICINA TRADICIONAL CHINESA.

Se o nome da planta da qual o extrato ou substância é usada estiver no DeCS, indexar sob o descritor do nome da planta (descritor principal) e MEDICAMENTOS DE ERVAS CHINESAS (descritor secundário).

13.93   TN.L REVISÃO [TIPO DE PUBLICAÇÃO] e LITERATURA DE REVISÃO COMO ASSUNTO

(Ver Tabela de Notas Técnicas)

O manuseio de artigos de revisão teve duas mudanças em 1988: na definição e na especificação do tipo. No passado uma revisão era a revisão da literatura corrente. Agora mostra a revisão do pensamento corrente sobre um dado assunto.

Hierarquia de REVISÃO [TIPO DE PUBLICAÇÃO]:

REVISÃO [TIPO DE PUBLICAÇÃO]

CONFERÊNCIA DE CONSENSO [TIPO DE PUBLICAÇÃO]

CONSENSUS DEVELOPMENTE CONFERENCE, NIH [TIPO DE PUBLICAÇÃO]

 

REVISÃO [TIPO DE PUBLICAÇÃO] inclui as seguintes remissivas: Literatura de Revisão, Revisão Acadêmica, Revisão Tutorial, Revisão de Casos Relatados e Revisão de Múltiplos Casos .

 

REVISÃO SISTEMÁTICA [TIPO DE PUBLICAÇÃO] encontra-se na hierarquia de CARACTERÍSTICAS DO ESTUDO.

 

Hierarquia de LIERATURA DE REVISÃO COMO ASSUNTO:

 

LITERATURA DE REVISÃO COMO ASSUNTO

CONFERÊNCIAS DE CONSENSO COMO ASSUNTO

CONSENSUS DEVELOPMENTE CONFERENCE, NIH AS A TOPIC

REVISÕES SISTEMÁTICAS COMO ASSUNTO

 

Seguem algumas anotações sobre os descritores acima que amplificam ou explicam as definições do deCS.

REVISÃO [TIPO DE PUBLICAÇÃO]

Termo geral sob o qual encontram-se os específicos. Artigo ou livro publicado após exame do material já publicado sobre um assunto. Pode ser abrangente em vários graus e o intervalo de tempo do material pesquisado pode ser amplo ou restrito, mas as revisões mais frequentemente desejadas são revisões da literatura atual. O material do texto examinado pode abarcar, especificamente em medicina, material clínico assim como pesquisa experimental ou relatos de caso. Revisões do estado-da-arte tendem a tratar de assuntos mais atuais.

CONFERÊNCIA DE CONSENSO [TIPO DE PUBLICAÇÃO]

Assertiva oficial sobre achados ou recomendações que expressam o desfecho de uma reunião convocada para avaliar o pensamento corrente e reflete os últimos avanços na pesquisa da área de interesse.

 

LITERATURA DE REVISÃO COMO ASSUNTO

Trabalhos sobre materiais publicados que proveêm um exame da recente ou atual literatura. Artigos de revisão podem cobrir uma larga série de matérias de assunto a vários níveis de perfeição e compreensão baseados em análises de literatura que podem incluir descobertas de pesquisa. A revisão pode refletir o estado da arte. Também inclui revisões como uma forma literária.

Usado para livros de revisão ou artigos de revisão como uma forma de literatura; não confundir com o Tipo de Publicação REVISÃO.

CONFERÊNCIAS DE CONSENSO COMO ASSUNTO

Trabalhos sobre o conceito de conferências de desenvolvimento de consenso, como seu projeto geral ou um meio de comunicação científica.

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